O rés do chão
Todo lugar está assim.
Um alagamento explícito de rotina, de senhos franzidos, insatisfação, preguiça.
Onde caibo? Onde posso repousar o corpo e descartar a culpa da existência?
Esta culpa por ser e estar.
E também por ser ainda deste jeito e não de outro.
Ter este semblante
Esta saliva básica nutritiva para almas pequenas.
Por que tanta pequenice?
Isto não podia ser assim.
Eu não caibo, não caibo numa caixa, não caibo sequer numa casa.
Gotejo, sem técnica, sobre lisa superfície
A aderência não acontece,
A angustia insiste
Vazo pelos lados, por todos os lados
Até inundar o chão, que acolhe meus berros, sem objeções.
Até que a superfície anterior seque
E me acene aliviada, com seu sistemático amargor.
Gotejo sem expectativas
Não disseram que era pra ser bom.
Foi só um imperativo genético:
Exista!
posted by Karynn 11:51 AM Comentários:
Parece que de fato sempre haverá algo melhor.
Sempre.
Porque o estar das coisas torna-se cansativo no mesmo instante que se estabiliza na linguagem.
Com suas cercas conceituais: uma palavra, um contexto, um significado.
Sempre um só de tudo. Sempre moderação, cautela...
Pras sensações acabarem sendo sobrepostas pelo amarelo da crítica.
Como as coisas cansam rápido!
Quando há algo melhor, sabe-se porque a beleza dos meus espaços era vulgar. E pouca.
Porque aquilo era o meu cabelo, era o meu corpo, era a minha umidade. E era pouco.
O agridoce mesmo está nas outras coisas.
posted by Karynn 11:52 AM Comentários:
Em cadeia
Não é que eu reclame muito.
Mas, dado que esta eficiente tecnologia tactil e incrivel capacidade de aderência e absorção dos meus tentáculos acabe num vazamento de eletricidade dos meus poros, que se sublimam no vácuo.
A vida me rasga.
Mesmo! Não é que eu reclame.
Eu só existo
E o resto...
É um imenso efeito colateral!
posted by Karynn 11:27 AM Comentários:
De um minuto pro outro é capaz de acontecer uma saturação de tudo. É bem exatamente o saco cheio. Muito cheio mesmo.
Você dá uma espiada em volta e quase cai de costas de tão sem graça que a vida consegue ser.
Aliás, a vida está onde mesmo? Porque eu tenho impressão de nem mesmo conhecê-la.
Ah, sim, talvez seja uma coisinha pontuda e brilhante que vejo passando bem ráido por mim, as vezes.
Mas é tão rápido que só posso fantaziar e imaginar sua textura.
Acho que essa é minha saída. A de que as coisas se imaginam.
Se não, a pequenice da vida já tinha me estrangulado.
Se é que já não estrangulou.
posted by Karynn 11:06 AM Comentários:
No fim das contas somos vocês e eu, palavras.
Agora é o que sinto.
Não sou capaz de nada além disso.
Posso parafusar minhas coxas nesta cadeira, fazer dois buracos no encosto com uns dois palmos de distância entre eles, passar uma corda por um deles, apertar minha cintura e passar a outra ponta da corda pelo outro buraco, depois dar alguns nós muito fortes.
Poderia ficar aqui escrevendo pra sempre, até esgotar tudo o que consigo dizer.
Até acabar todo meu glicogênio, tecido adiposo e depois os musculos. Posso desmanchar aqui.
Neste momento, não há nada que eu queira viver além disso.
As outras coisas me desanimam.
Sou tão inapta a existir, mas a existência me foi imposta.
Como um bebê agonizante chorando na porta da minha casa.
É um fardo morar em mim, mas não encontro a habilidade de desistir. Eu cuidaria do bebê pra sempre, não teria a dignidade de abandoná-lo.
Sinto-me torturada pelos fatos.
Sinto-me presa pela minha própria esperança.
Porque ainda a tenho?
Será que depois dos músculos meu organismo me faria o favor de finalmente degradar este último estoque de esperança?
posted by Karynn 1:11 PM Comentários:
O nome do jogo
Se tiver um bicho andando em mim, enfio a mão por dentro do vestido.
Vou tirá-lo.
A vida é chata na maior parte do tempo.
É chato ser um bicho e ser removido como um borrão por um pano limpo.
Um bicho não é um borrão.
Mas também é chato ser um borrão e ser removido como um bicho.
Porque o borrão não sente nada, um piparote vaza do outro lado sem tê-lo sequer tocado.
Também é chato ser um piparote e não ter vontade.
E ainda mais chato ter a vontade sem um piparote para descartá-la.
Se tem um fio cabelo solto nas minhas costas, grudado ao corpo pelo suor, fazendo cócegas. Eu o tiro.
COmo é chato ser um fio solto, livre e tranquilo, grudado no corpo quente por um pouco de suor fresco e salino, e de repende... ser atirado no chão como um intruso.
E como parece chato ser um intruso, ter que viver sem ser percebido.
Se estou cansada deste domingo, desligo tudo, deito na cama, relaxo e espero a segunda-feira.
Credo, como deve ser chato ser um domingo!
posted by Karynn 7:17 PM Comentários:
Se este tal eu nem existe, por que tanta impressão sobre isso?
Estas interrogações são feias, esta coisa chata do eu também é feia.
Bem agora. Bem agora é uma sensação antiga.
Logo vem seu ir embora.
Está tudo muito feio.
Bem agora. É isso.
Esta coisa sempre foi assim, esse bem agora. Essa apreciação.
Ah, sim, bem agora e livre.
Sinto muito, preciso usar este signo: "eu", pois é assim que as coisas se amontoam.
Daí dizem que isto não existe. Mas estou aqui não estou?
E como estou feliz.
Sinto o afago do meu choro, como é confortável estar assim.
Só quero sentir e quero que não termine.
E não termina mesmo, porque depois eu posso repetir.
E num outro dia posso repetir de novo, daqui 10 anos de novo.
Um dia antes de morrer, de novo. Em 20 minutos, de novo. Amanhã, de novo.
Sempre será possível repetir.
É verdade que todas as coisas são empequenecíveis.
Mas tem o antes disso.
Como agora
Que gostoso este sol ameno no fim do dia.
Esta música, este barulho. Que intenso este domingo!
posted by Karynn 6:45 PM Comentários:
Preciso de um pote bem resistente para misturar estas impressões com as mãos, brutalmente. Aí quando começarem a pingar as gotinhas de suor eu paro, pra não instilar tanto assim de mim. Imagino este sabor, ele me excita. Quero enfiar minha língua dentro do pote, fora do pote, lamber o rastro por onde o pote passou, lamber todas as mãos que o seguraram, e também os braços das mãos.
Quero sentir de todas as formas essa goma de dentro do pote. Quero mastigá-la e com os fragmentos dentro da minha boca reconhecer todas as diferenças, invadir todas os pedacinhos, me esfregar em cada um deles pra perceber sua essência, pegar com as mãos e espremer, pra sentir a pressão e umidade da goma entre os meus dedos, depois friccionar nos meus ombros, no pescoço, nos joelhos, esfarelando a goma em pedacinhos e sentindo-os grudados em mim. Quero identificar cada momento, o das coisas que eu roubei, das que eu pedi, das que eu arranquei, das que eu achei jogadas no chão, das que eu sofri pra conseguir enfiar ali, das que eu quase não quis, das que eu me arrependi, das que eu precisei, das que quiseram me dar, das que nem percebi.
Vou me lambuzar até o cheiro se perder na falência de todos os meus sentidos, e sumir.
Então tudo vai enjoar. O gosto das coisas vai gastar, minha língua vai doer, a goma vai endurecer e eu vou finalmente cair, e cansar.
Não vou me limpar, quero sentir os destroços do meu banquete até apodrecerem nos meus vãos. Quero até os detalhes da sua podridão, quero ver quais larvas vão me encontrar, quero ouvi-las procurando os últimos resquícios, ficarei em silêncio até que se convençam que não resta mais nada de podre e procurem os restos de outro organismo falido.
Guardarei com delicadeza, as cicatrizes... cada marca deste evento, dos dentes das larvas, das minhas próprias unhas, de todas as queimaduras das salivas da goma. As marcas das perfurações no meu tímpano durante todos os gritos.
Então serei uma partícula satisfeita... por ter entendido o gosto do cansaço.
Mas por enquanto só continuo acumulando ítens.
posted by Karynn 6:45 PM Comentários:
Não fosse o vento.
Mal se concebem
E as coisas já empequenecem!
Porque estamos sempre exaustos
Quando finalmente dá pra gostar mesmo.
Fosse de decorar queríamos
Desse pra copiar fazíamos
Tivesse como empurrar trazíamos
Com muro pra escorar, ficávamos.
Só que Surja um gole a menos, e desistimos!
Porque era de brinquedo
Macio e divertido
Mas parecia um tabuleiro
E na hora de viver
Importa mais o que vale menos
E tem outra:
Trouxesse uma legenda de gráfico
Tinha um cinema e um passeio
Agora desse jeito
É recolher-se dentro do guarda-chuva
E assistir essa feiura de tempo
posted by Karynn 1:51 PM Comentários:
Montagem
Vejo um recorte estranho
Sei que nalgum ponto estou eu
Mas não entendo direito
Há uns indícios
De que eu devia estar aqui
Na verdade há muitas razões para que eu esteja mesmo aqui
Mas nao me sinto aqui
Nem em parte alguma
Olho para este recorte e...?
Imensuravelmente não entendo.
Onde estou eu?
Onde deveria estar?
Enxergo tanta coisa, tantas cores
Fumaças grandes, pequenas, luzes, breus...
Guindastes, garrafas, pavios...
Mas e eu?
posted by Karynn 2:31 PM Comentários:
Permeabilidade Seletiva
Um manual lubrificaria os laços
Nortearia os traços
Resumiria processos
Despensaria ensaios
Traçaria os nortes
Adiantaria os passos.
No papel
Com facilidade
Ignoramos rasgos
Destacamos termos
Desistimos dos argumentos fracos
Perdemos menos tempo
Com um pincel
Escoamos os deprezos
Os desesperos
Os enterros
Os desconfortos
E desaconchegos
Num palco
Enfim, dá pra sentir.
Podemos tocar
Deitar
Esquecer
Dormir sem preparar o despertador
Despertar sem agendar o descanço
Depois vem de novo a vida
sem tapete
Nem aplausos
Vem sua exigencia desinibida
Sobre sentir menos
Sobre se expor menos
Sobre querer menos
Sobre imanigar menos
Sobre curar frustrações com resmungos
Se confortar reclamando
Com aparos, recortes, boicotes...
E despir-se infinitamente menos
Vem mandibulas macilentas
Com som derretido, e grave
Em camera lenta
Bafejando uma fumaça verde e corrosiva
Até que vc desista
E se esconda dentro de uma caixinha
posted by Karynn 1:44 PM Comentários:
Esta circularidade é uma jaula
A saciedade é um mito
A sobriedade é o luto
A sanidade é um fetiche
Compreender é muito fundo
Desaparecer é o místico
Suportar é o bíblico
Destruir é o ingênuo
Reinventar é artístico
Inventar é um absurdo
Submeter-se é franzino
Desanimar é ilícito
Transcender é genial
Fugir é um vício
Incomodar-se é biologicamente desvantajoso
Mas a adaptação é uma ferramenta natural,
Provavelmente renovável
E Abundantemente disponível
posted by Karynn 9:15 PM Comentários:
Sinopse de uma civilização
Quando uma sociedade nasce
Nasce também a possibilidade
De um acúmulo de lixo
Monstruosamente incontrolável
Jogue muitos humanos sensitivos num mundo
Eles tirarão algumas conclusões
Sinalize, com neon, as entradas.
As saídas, obsuceça-as
E amaldiçoe suas chaves
Surgirão centenas de psicochagas
Que não serão imediatamente notadas
Nem posteriormente
Talvez urgentemente
Caso falhe, o arsenal
De mecanismos de controle
De surto existencial
Haverá assustadora proliferação
Torça para que cesse...
Torça para que cesse!
Torça mesmo!
posted by Karynn 9:13 PM Comentários:
Vende-se algo ou alguem
A pessoa que oferta:
Olhe com mais atenção para aquele da direita
Não vê? Quanta graça!
É uma fatia humana sensívell
Descontextualizada, é verdade!
Mas potencialmente decorativa.
Excelente substância para preencher buracos
Com formidável aderência e capacidade adaptativa
Consistência macia, uma ótima companhia.
Uma pena que seja facilmente entediáve!l
Apertando este botão vermelho ao centro,
Ouve-se estes amáveis dizeres:
Estou redimensionando paradigmas
A partir de experimentos múltiplos,
E degustação de viéses variáveis.
A pessoa que procura:
Sejamos francos!
É só um rabisco humano distorcido
Tentando fugir dos ismos irritantes,
Dos sequestros e boicotes que julga inconsistentes
De seres aparentemente repugnantes
Os quais chama de Nativos.
A mim não atrai este discurso!
Pegue o mesmo de sempre, por favor
E não precisa ser colorido!
posted by Karynn 12:58 AM Comentários:
Sem isso
Eu nao quero ser um cogumelo
Não quero ser um prego
Não quero ser um cordão de umbigo
Não quero ser um gato numa caixa fechada
Que nao está nem morto nem vivo
Não quero ser uma casa de botão
Nem um botão
Não quero ser uma uva passa
Nem mesmo uma alpargata
Ou ainda uma dobradiça
Também não quero ser uma colher de sopa
Não quero ser aquela moça
Nem sua melhor amiga
Não quero ser uma hortaliça
Nem quero ser um mapa mundi
Tampouco um professor
Ou, do professor, o filho
Não quero ter o seu estilo
Quero muito ser exatamente eu mesma
Só e impreterivelmente isto
Mas sem estes desesperos
E sem tantos sentimentais impecilhos
Boicotando quaisquer ameaças de bons momentos
E umidecendo frequentemente os meus cílios
posted by Karynn 3:25 AM Comentários:
Não dito
O vazio não diz nada
Só pretende
E dura...
O vazio não embolora
Nem vira best seller
Não vai embora
Não machuca
Nem enruga
É só um vão...
Enraizado, volumoso, felpudo...
Um vaso cheio de nãos
O vazio são pecinhas de ludo
Nenhuma sofisticação
Nenhuma evidência de fluidos
É como um cochilo psicanalítico
Que ninguém sabe se aconteceu ou não
posted by Karynn 6:08 AM Comentários:
Preciso da sua vitamina C
Demonstre-me a fórmula da conversão
Pra eu transformar em arte
Esta dilasceração crônica
Que os meus sentimentos fazem
posted by Karynn 12:15 AM Comentários:
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Incisões.
Enfiem-me num liquidificador, com tudo o que falta em mim.
Enfiem também inibidor de INVIABILIDADE.
Arranquem um pedaço da minha idade, por favor.
Pressionem com força o dedo até liquefazer-se o EXCEDENTE conteúdo miserável da minha MENTE.
Com sorte, otimizaremos este sôfrego metabolismo desesperado que sou eu.
posted by Karynn 3:43 PM Comentários:
Estátuas e senhos franzidos
Ouço, escondendo-se sob algum ruidoso vento
Um gelado e circunspecto riso
Similar a uma flecha precocemente disparada
que não sabia o caminho
E assim restou-lhe vagar desperdiçada
Espreitando uma finalidade ou um sentido.
Um risinho contido
Tentando anunciar qualquer coisa
pendurado no ar, insistindo...
Quase um avesso
Tendendo a um gemido.
Uma hora este tédio sazonal
nos calcifica (a todos)
Com estes narizes gelados
Estes Lábios ressecados
E estes vapores muito quentes
Dentro das bochechas, trancados.
Ah, se fosse primavera
Aquele risinho teria prosperado!
posted by Karynn 3:54 AM Comentários:
(escrita há 2 anos)
Lei de Escambo
O que sou eu?
Um pedaço de carne potencialmente humano
Que se perdeu
Numa humanidade hipoteticamente justa
Que se dissolveu
Em mil litros de mentiras consideravelmente úteis
As quais, num museu
Enfeitariam paredes amigavelmente limpas?
Quem sou eu?
Um pedaço humano possivelmente inútil
Uma potência mental estritamente lúcida
Uma hipótese carnal consideravelmente válida
Uma mentira amigável nitidamente lúdica?
E se eu...
Apenas quisesse um buraco fundo
Para pensar, dormir e vagar sem rumo
Pra esquecer e fugir desse todo imundo
Pra sonhar, sentir e chamar de mundo?
Diriam que eu...
Estaria moralmente incorreta
Seria anti-eticamente alheia
Me considerariam futilmente indiscreta
E absurdamente feia.
Então, faz de conta que eu...
Sou uma peça indubitavelmente humana
Uma mente potencialmente ilustre
Alguém tecnicamente útil
Que vai descobrir uma forma cientificamente amável
De explicar esse amontoado asqueroso e sujo
Que se costuma chamar de mundo.
posted by Karynn 2:53 AM Comentários:
Abandono
Queria muito que não me abandonassem tanto assim.
Que coisa mais feia de se pedir!
A gente pode até esperar,
Torcer,
Mas pedir, é o que não se devia fazer.
Mas... esperar?
Isto já fiz
Torcer?
Como torci!
Só que nada aconteceu
A vontade e a carência continuam aqui
Então, agora...
Só me resta pedir!
posted by Karynn 4:11 PM Comentários:
Propina
Peço licença para transbordarmos
Sinto muito pelo barulho, pela sujeira, pelo odor
Pela desapropriação rebelde do que se esperava que fôssemos nós
Este caso é o remorso pingar
Gosta a gota sobre a euforia até ela enfraquecer
E estampar-se afogada
Numa camiseta ou capa de caderno
Enquanto TUDO falta acontecer
Peço um pincel para disfarçar
As lacunas obtusas da carne
Suas excedentes atrações paliativas
E seus incompreensíveis
Processos supurativos e tóxicos
Pincel de maquiar desconforto
E patrocinar aceitação
Lambuzando as lacunas com cor vibrante e aromática
E matizando o revés insosso da padronização
Peço um lugar baldio para enfiar
Nossos excrementos psicossociais
Produtos finais da nossa hemorrágica organização
Atendidos estes apelos
Podemos continuar engolindo tudo, a seco.
Redirecionando os desesperos
E gaguejando uns aconchegos
posted by Karynn 10:22 PM Comentários:
Lâmina Própria
Sob o Libertino e púbere pretexto da absolvição
Promovo um escoamento da minha seiva
Liquefaço minha agonia
Planejo arrancá-la das minhas veias
Desembainho minha frieza dissimulada
Destituida de destreza
Desafinada
Feita sob encomenda
Pra parecer refinada
Com sua lâmina estreita, suja e barata.
Atendendo a estúpida e única expectativa
De ser afiada.
Utilizo meus dedos, meus dentes, meu corpo
Minhas fontes inesgotáveis, orgânicas e cortantes.
Justifico a acidez do meu meio, costuro uma desculpa.
Desemboco num leito de pânico, de desaconchego
E de culpa.
Me lambuzo com o produto metabólico do meu medo.
Me sujo
Me contextualizo num extravazamento purulento e leigo,
Invento meu próprio desuso.
Vejo, sinplesmente, desespero
Boiando na superfície dos meus anseios
Se metamorfoseando em desrespeito.
…....................................................................................
Sob um libertino e púbere pretexto poético
Dsejo promover outros escoamentos
Mas com os seus dedos
Desejo que rasgue a camada frívola e viciada
Da superfície da minha carne
Que machuque
Que eu sinta minha unidade tinta,
Tateie o último estrato do meu epitélio
E os meus dedos o encontrem maculado
Desejo que meus olhos gotejem
Até que tudo sare
E esteja cicatrizado.
Que sob suas unhas
Haja fragmentos dos meus pêlos,
De células mortas dos meus tecidos vivos,
Do meu líquido colorido,
Dentre outros resquícios,
E que eu me sinta finalmente absolvida.
posted by Karynn 3:48 PM Comentários:
Cachepô
Toque!
A vontade
Ou sem vontade,
Por tédio... ou caridade.
Leve embora, olhe de longe, combine com outras coisas.
Canse, Desista!
Compare com outras formas, considere substituível.
Copie a revista.
Troque!
Por outro parecido
Cometa outra vez os mesmos ismos.
Só outro coisicidio
Seja idêntico
E canse novamente, de um jeito parecido
Soque...
Num canto com amontoados de outras inutilidades
Empilhe em caixas, separe!
Adquira um aparelho de organizar e guardar entulho.
Estoque... Tudo!
Todas as potenciais senilidades
Que dedicam-se em parecer desejáveis
Simulando finalidades.
Armazene!
Mantenha em local fresco e arejado,
Junto a outras grandiosidades,
Num armário de adornos significativos
E seus enfeites teoricamente expressívos
Reveladores de riquezas de personalidade
E atenuantes do mal cheiro subjacente ao lixo vivo
Esfregue!
Um pouco de zêlo
Caracterize!
Atribua origem e posse, leve embora, dê um nome!
Esqueça de todo o resto,
Adore!
Dispa!
Desembrulhe...
Por isso mesmo estou aqui
Vim me prostituir
Descasque-se!
Não pense em nada só um pouco
Tire a camisa... encoste em mim
Vamos nos desenterrar daqui
Voltar para antes do sim
Pode me abraçar e dormir
Destaque-me!
Deste papel pontilhado que forma um desenho provável
Rascunhado num papel apropriado
Retornável e quadriculado.
Descarte-me!
Tudo já foi
O lábio esgarçou
O entusiasmo arrefeceu
A vontade desbotou
O narrador sumiu.
Foi assim que a historia terminou
E você nem viu.
posted by Karynn 3:48 PM Comentários:
Resto
A insegurança é um sal amargo e insolúvel
Que satura, penetra e não sai.
A parte excedida, o precipitado
É a porção mais triste
É a parte que não convinha estar alí.
O que me sobra é medo.
E toda a vulnerabilidade da mistura.
É como se eu arriscasse me sentir viável
Mas o procedimento está viciado
Não funciona
Sou dura.
E entao quase preciso evaporar.
posted by Karynn 12:56 AM Comentários:
Cardápio
Este lugar é uma ciranda de ruídos e misturas
Suores, axilas, borrões
Sujeiras, migalhas e um enfileiramente do frituras
Tudo parece distorcido e patológico
As abundâncias, os uniformes e
As Mandíbulas em movimento desesperado disforme
Sons mecânicos de entradas e saídas
Completamente irrelevantes
Reconhecidos pelos sistemas pensantes adaptativos
Como reles elementos de rotina
Embutidos, intrínsecos e sem origem significativa.
Tudo apenas acontece
E se repete
As sujeiras se repetem
Com refinada semelhança entre restos sólidos, líquidos
E quaisquer outros fragmentos não identificados
E as limpezas as sucedem
também repetidas
Como o enfileiramente não diversificado
Que da diminuta gama de possibilidades
Pinça cinco terços da metade da metade
A impessoalidade e o racionamento temporal
Olhares diagonais
Exploração e desinteresse diretamente proporcionais
Tudo repetido.
Neste lugar, inclusive as inconveniências perturbações são previsíveis.
Quando há uns pedaços vivos de carne
Prorrogando o desfecho assintomático
Do enfileiramente de pedaçoes mortos de carne.
Repetidos
Sobressalentes
Hipotéticos prejuizos fritos
Ou quando há aparições de pedaços de carne vivos
Sujos
Carentes
Repugnantes
Excedidos
Indesejáveis
Implorando por farelos de carne morta, restos fritos, fragmentos engordurados
Fatias
E quaisquer saturações animadas ou inanimadas
Mortas ou vivas.
posted by Karynn 12:56 AM Comentários:
Bom tom
Sou umas anotações confundindo-se com singularidade
Estiradas em papéis de estabelecimentos pouco anatômicos
Que servem para afanar o tédio e ofertar vulgaridade
Remediando solidões com freguesia, dependência e circularidade
Nestas anotações quase tudo é influência
Inundações em mim
Atreladas a fraudulentas admirações
E desejos estrondosos de posse
De envolvimento e de toque.
Sem estas anotações
Me enxergo tão raza
Boiando a esmo
Seria monótono demais
Não lhe cobiçar o tempo todo
Não ficar sempre te improvisando
Como um despertador recorrente
Que um dia não tocou
Sou um simulacro
Com a pintura a descascar-se
Abocanhando outras relevâncias
Tentando ser você
E nós duas juntas
Sou um corpo em camadas
Vestido de acessórios roubados
Uma projeção do meu desejo por você
Tentando assaltar um pouco do seu jeito
Desejando tê-lo perto
Mesmo que venha sem você, ou que seja ilícito.
Seleciono pedacinhos de coisas
Que sejam como as suas
Como seus brincos de bolinha
Atacando os meus lóbulos
Que são mendigos da sua atenção
posted by Karynn 12:27 AM Comentários:
Arrefecimento
O fato de ser aquilo tão úmido e frio
E tão involuntário
Não é em si um desespero
Aquilo é apenas sigilosamente macio
Como quando entregamos no horário
Ou enterramos um sobrepeso
É uma coisa que se arrasta com presteza
Pungente em seu coincidente desalinho
Abordando todos os poros e possibilidades sensíveis.
Antes entupidos de frigidez e medo
Aquilo é água e sal
Desenhando nas extremidades e cavidades do corpo
Um conceito burocrático de culpa
É só suor disposto em gotas temporariamente nítidas
Como uma planta frágil e exigente
Cronometrando sua partida
Porque não sobrevive a hostilidade do ambiente
Aquilo,
Descascando-se as formalidades
Os acessórios, as vaidades, os avisos
E os incentivos de insegurança e artificialidade
É quase nada
São só particulazinhas de timidez vibrante e desarmada
Sobrepujando a interminável sensação de tédio
E tentando garantir o máximo de longevidade
A existência de alguns fragmentos inéditos
Que outrora provocaram um tipo raro de felicidade.
posted by Karynn 9:30 PM Comentários:
Perfil
Sou uma infinita turbulência de sentimentos. Tão ácidos, tão barulhentos.
As coisas me tocam, me irritam, me impressionam, me incomodam, me cauterizam, me intensificam, me deprimem, me impedem, me degradam, me enlouquecem, me excitam, me comprimem...
Minha vida psíquica é uma enceradeira em desuso, uma máquina pouco prática, pouco útil.
É uma coisa interminável, sem botão, sem prumo, sem lustre, sem preço.
Um microfone com ruídos, sem prognósticoo, obsoleto.
É um pedaço de chip corroído.
É esquisito, torto, desalinhado, um ponteiro ossudo girando pro lado errado.
Uma fatia de vidro, um caco.
Um poço, um buraco..
Uma prateleira de bagatelas.
Sou uma turbulência... uma porrogação constantemente cronometrada.
Engula-me a prazo, pois de uma vez, sou a pura indigestão, um empréstimo agiotado, um triturador de restos, uma porta de vai-e-vem.
Um durex sem a ponta marcada.
Eu vou fazer, vou pedir, vou perguntar...
E vou querer tudo! A verdade, as rugas, os berros, as cicatrizes, a complacência, o suor, a insônia, o segredo, o soma, a potência, a cólera, a indiscrição, o mau cheiro, o afeto, a matéria prima, a receita, o medo, o prurido, a inquietação, o gesto, o gosto, o imprevisto, o inconformismo, o destilado, o sobrenadante, o pleomorfismo, o desconforto, o improviso, e todas as más formações.
Não pretenda se aproximar e perpetuar...
Repetir, disfarçar, fingir, superficializar, desistir...
Se vier, traga tudo!
Fora isto, não vou querer nada!
posted by Karynn 8:15 PM Comentários:
Uma vela para clarear minha confusão
Eu queria saber o porque de todas as coisas
Queria entender, entender, infinitamente entender...
Assim, poderia tomar o significado das coisas pra mim e fazer com ele
o que bem quisesse.
Não precisaria mais me submeter aos gostos escolhidos por outros que não sabem nada sobre mim, não precisaria me basear em critérios genéricos e obedecer regras no plural.
Se eu tivesse a compreensão de todas as coisas eu me sentiria segura...
Escolheria meus delírios, não estaria tão indecisa,
poderia me sentar ao verde... depois deitar e pensar... sem aquele peso na consciência de estar seguindo um caminho errado.
posted by Karynn 3:28 AM Comentários:
Omissão
Basta um menear de cabeça para que você invalide a exploração
Basta um sussurro honesto pra que você denuncie o sensacionalismo
Basta um exemplo inverso pra que você desafie a propagação
Basta uma conversa inédita pra que você proponha a desconstrução
Basta um afeto espontâneo pra que você destitua artificialidade
Basta um sorriso em vão pra que você instaure a simplicidade
Basta uma lambida dedicada pra que você derrube a moralidade
Basta um piparote irreverente pra que você instigue a originalidade
Basta arrancar sua máscara pra que você estimule a expressividade
Basta esticar um dedo pra que você cale a televisão
Basta afago gratuito pra que você sugira permissividade
Mas, mesmo assim, você prefere encher o ouvido de algodão
Deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüilo, depois de uma oração.
posted by Karynn 7:26 PM Comentários:
Vaga
Obtenha seu lugar no mundo!
Cave bem fundo
Um buraco bem justo,
Bem apertado
Que comporte no máximo dois ou três convidados
E alguma mobília
Pra fazer sala pros desocupados
Apertar ainda mais o buraco
E agradar um pouco a família
Arranje um nome para isso tudo
Algo como um número
Cave ao lado um túmulo
Pra abrigar possíveis defuntos
Encontre um motivo plausível
Para entrar e sair do buraco todos os dias
Nos mesmo horários.
Algo como: acumular papel retangular
(desenhado e colorido)
Ou enfiar mais coisas no buraco
E o deixar mais espremido.
Então fique cansado
E entediado!
Sinta-se vazio
Compre mais mobílias
E talvez aparelhos eletrônicos, para ser distraído.
Mantenha-se silenciosamente entretido
Pra não despertar a curiosidade ou simpatia
De nenhum vizinho intrometido
E... antes dormir agradeça
Pelos seus motivos
Pelos papeis coloridos
Pelas mobílias
Pelos aparelhos
Pela família
Pelos vizinhos desconhecidos
E considere-se privilegiado
Por ter nascido
Num mundo tão justo
Que garante um bom buraco
Pra cada um dos indivíduos
posted by Karynn 2:36 AM Comentários:
(esta poesia foi escrita há mais de 5 anos)
Uma coisa como aquelas que a gente gosta, sinceramente.
Ele perguntou se podia me dar aqueles beijos na bochecha
Dos quais tanto gosta.
Eu sorri.
Porque eu tanto gosto
Dos beijos sobre os quais ele perguntou, na bochecha.
Ainda não respondi
Respondi, mas não com as letras miúdas
No papel de tela, transparente.
Já que meu senho
Meus olhos
E minha bochecha
São ruidosos
Mas, por mim...
Quando eu resolver escrever as tais letras miúdas
No papel de tela transparente
Elas serão assim:
“beijos na bochecha?
Sim, sim, sim!”
posted by Karynn 1:49 AM Comentários:
(Esta é uma poesia antiga, provavelmente eu tenha escrito há mais de 3 anos)
Rotação
Já passaram cinco minutos
Desde que olhei no relógio pela última vez
E, ainda sou eu!
Não é simplesmente tédio
Nem capricho
Nem mania
É insuficiência mesmo
Meu cérebro não me basta
Meu corpo não me basta
Meus dedos não me bastam
Um dia, houve algo que bastou
Mas passaram cinco minutos
E já tinha esquecido das coisas de antes
Ainda era eu!
Por causa dessa pequenez
E vontade acumulada
Fiquei viciada no relógio
Redesenhando incontáveis expectativas temporais
Cinco minutos, cinco minutos...
Passados cinco minutos...
Outros cinco minutos...
E sempre, sempre, sempre
O mesmo eu!
Se ao menos os minutos não se somassem
E ficassem se reciclando,
Não me sentiria cansada e velha
Apenas cansada.
E se, ao final dessas cuspidas
Aos 4:56 minutos
Totalmente esgotada
Eu finalmente não fosse mais eu?
posted by Karynn 1:48 AM Comentários:
Mínimo Múltiplo Comum
Aqui, existe um desejo de obtenção
Alguma tecnologia ultrapassada
E uma série de doenças psicosociais
Aqui, é feita a manutenção do tédio
A desintoxicação do impróprio
E uma tentativa anêmica do inédito
Aqui, esconde-se as coisas sob o pretexto da decoração
Ensaia-se regularmente a autonomia,
Ignora-se quaisquer fedores, quaisquer horrores
E quaisquer evidências caóticas de monotonia.
Tal como aí.
Que também há um espelho que não reflete,
Só refrata.
Uma certeza que não esclarece,
Porém conforta
Um bocejo que não expressa,
Apenas disfarça.
E um crivo que raramente peneira
Mas frequentemente descarta.
Aqui e aí,
Existe a tristeza embolorando entre os dedos dos pés
Sob as axilas e os calcanhares,
Esforçando-se para parecer temporária
Sobretudo, existe a insistência
De ambos os cantos da existência
De ficar justificando a distância entre elas
Como se isso não passasse de auto-complacência.
posted by Karynn 4:05 AM Comentários:
Tentando desconstruir a realidade que pretende destruir toda e qualquer novidade
Acaba-se esquecendo do propósito, do entusiasmo, da vontade, porque a borracha vai desgastando, o freio vai acabando e o que sobra é um medo diante do mínimo aumento da velocidade.
Diante do espelho provoca-se o que puder, amor, ódio, pranto, louvor. Tudo pra esquecer que no fim das contas a vida que a sociedade insiste em continuar cultivando pende sempre pro lado do tédio
Antes em silêncio do que embanhada em poluição sonora indesejada
Eu gostaria muito que muitas coisas tivessem sido congeladas, graças ou medo de virar uma coisa inerte e conformada
suporte, as mãos em relação a cabeça,
as idéias em relação a sobrevivencia,
as invenções em relação a rotina besta.
Aparências que,
Para serem mantidas,
destroem gritos interiores,
Idéias grandiosas
E amores sinceros e engrandecedores
posted by Karynn 4:02 AM Comentários:
Repouso
Depois que passa,
A dor é menos dolorosa e mais emancipadora,
Mas enquanto dói,
Parece dilacerar toda e qualquer estrutura
Causando angústia e mal estar
E extinguindo a mínima possibilidade de sutura
A dor estraçalha
Durante todo o tempo que dura.
posted by Karynn 8:17 AM Comentários:
Diagnóstico
Está seco
Dalí de dentro não sai mais nada
Nem verdade, nem mentira
Nem coisa alguma que possa ser aproveitada
Alí dentro nenhuma idéia floresce
Não há sequer alegrias fúteis
E até as drágeas de felicidade são inúteis
Porque, nesse lugar,
Nem praga mais cresce.
Aconselham acupuntura,
Religião, artesanato, quimioterapia
Ioga, eletrochoque, e se nada funcionar,
Homeopatia.
Mas nada adianta.
O que aconteceu foi uma espécie de hemorragia.
E rapidamente esvaiu-se tudo o que alí havia
Porque amou-se intensamente tanta coisa
E com tanta euforia
Que restou apenas desilusão
E uma exausta covardia
Que se esconde confortavelmente
Sob a agressividade da palavra Patologia.
posted by Karynn 2:32 PM Comentários:
Máquina de reciclar motivações
De repente afundou-se um abismo
Entre aquela coisa medonha que foi o desfecho
E a elogiável esperança que tinha sido sempre o grande motivo
Debruçou-se em sua sólida decepção
E odiou aquele buraco da forma mais rebelde que conseguia
E com tanta devoção
Que rapidamente esqueceu que estava ferido
E antes mesmo de enterrar sua velha esperança,
Já havia adotado aquele buraco como seu grandioso e invejável novo motivo.
posted by Karynn 2:32 PM Comentários:
Somos todos elefantes refletindo cisnes?
posted by Karynn 10:01 PM Comentários:
Primeira Perspectiva
Eu preciso me perpetuar no outro
Nos outros (como gente).
Como um animal voluptuoso
Cujo sangue incandescente
Carrega os hormônios do choro e do gozo
Sob disfarces duvidosos e inconscientes
Não sou indivíduo individualmente
Só uma gargalhada deprimida
Um bicho exótico empalhado
Imitando um bicho vivo
Um morcego mergulhado no formol diluido
Uma espécie interessante morta dentro de um vidro
Minha intimidade só existe
Ao ser compartilhada com outro bicho
Quando me identifico como elemento
Do conjunto das intimidades espiadas
E quando sou observada
Como o são os animais nas jaulas
Que parecem vivos porque são atrações apreciadas
Segunda Perspectiva
E o morcego dentro do vidro
É um óbito subjetivo?
É um monstro muito bonito
Afogado no formol diluido
E isolado pelo vidro?
Ele é indivíduo?
Ou só um símbolo
Genérico, demosntrativo
De qualquer bicho
Que não é mais vivo?
E que não faz diferença
Porque era só uma definição ostensiva
De um mamífero voador
com uma peculiaridade auditiva
Além disso,
É um animal que pode transmitir raiva.
Então melhor assim, dentro do vidro
Ignorado como indivíduo
Curtido no formol diluido
E apontado como um bicho esquisito
Inofensivo ao humano
Que só vê o próprio umbigo
Como se fosse mais que um mamífero
Que pode contaminar com hidrofobia
Agonizar dentro de um vidro
E virar atração sem ter escolhido
posted by Karynn 9:40 PM Comentários:
Fracasso, um instrumento de tortura.
Nem mesmo aquela unidade que encontro no espelho
Parece um reflexo de mim
É um outro que olha pra mim
E ridiculariza minha timidez
É um outro que efetiva a minha existência
Mas não é exatamente eu
É um fragmento de mim
Que me dá o direito de ser alguém
É uma imitação do que eu queria ser
E um lembrete do que eu não sou
É uma espécie de obrigação
A qual não sou capaz de cumprir
Como expectativas
Que a televisão imprime nos expectadores
E as quais não consigo corresponder
E de repente
É como se tudo tivesse se transformado em televisão
O espelho, o guarda-roupas, a geladeira, a torneira pingando...
Como se fosse o Faustão falando,
Falando,
Falando,
Falando...
posted by Karynn 9:26 PM Comentários:
posted by Karynn 9:09 PM Comentários:
Ah, sabia que eu gosto muito de sapos, pererecas, lagartixas...? Ah, vc sabia né! Será que eles gostam de carinho? Será que eles são inteligentes? O que será que eles pensam da vida. Será que qualquer bicho poderia ser domesticado? O que significa ser domesticado? Os passarinhos que moram nas gaiolinhas nas casas das pessoas não são domesticados, mas moram lá com elas... ou são domesticados. Bom, acho que é preciso fazer uma bela distinção entre "domado", "domiciliado" e "domesticado", como vc faria essa distinção e qual é sua conclusão em relação aos passarinhos segundo as suas definições dessas três palavras.
Noi, sabe aquele negocio que vc me mandou flando que o coelho é perto do homem? Então... mas o que aquilo quer dizer? Ser próximo do homem quer dizer exatamente o que? É mais inteligente? É interessante esse negócio de inteligencia né? Acho que pode se pensar em duas coisas diferentes, que ou a inteligência é uma capacidade especial que supera os limites da espécie, tipo: conseguir prever além do que a espécie costuma ser capaz, conseguir raciocinar mais complexamente do que a espécie costuma fazer, enfim, superar os limites, ou então a inteligência é simplesmente poder se virar de maneira bem engenhosa e, então nesse caso os individuos não seriam inteligentes mas sim as espécies e, não seriam inteligentes aqueles que não são capazes de executar o que a espécie já pressupõe que se execute, como um sapo que não consegue perseguir moscas, ou uma lagartixa que não consegue soltar o rabo pra despistar a presa, enfim. Daí pra nós humanos fica mais complicado porque parece que inteligencia está relacionada a esperteza, a sacadas de mecanismos de se dar bem.
Daí, assim, nossos orgãos seriam inteligentes e as células tbm e tudo o mais pois essas coisas todas estariam desempenhando a função inteligente que têm. Então, pensando assim talvez os individuoas realmente não sejam inteligentes, talvez eles só executem, mas a inteligência existe eu acho... porque a maneira como os seres se organizam para viver é muito inteligebte, não é uma coisa qualquer, é algo bem bolado, muito bem planejado, parece. Então... eu poderia pensar que as lagartixas são inteligentes porque elas tem um mecanismo muito "sacado" pra enganar as presas? Ou deveria pensar que as lagartixas executam muito bem esse mecanismo que em si mesmo é inteligente? Ou que alguma coisa muito inteligente teve esa idéia e enfiou nas lagartixas e elas agora tem esse mecanismo? Mas quem crioi? quem criou sim é inteligente... mas tudo indica que quem criou foi a própria evolução... tipo... elas iam morrendo muito porque as presas sempre as comiam, aí elas foram desenvolvendo umas caudas que se soltavam pra enganar a presa e tal... então é a evolução que é inteligente!!!! A evolução que fez os gatos aprenderem a vomitar as bolas de pêlo que os incomodava, que fez os cachorros quererem rolar na carniça para não ficarem com um cheiro tão característico deles mesmos, que fez o urso poder ibernar, que fez aqueles negócios de plasmídeos pras bactérias não morrerm quando estão em condições ruins, enfim. Mas a evolução é mesmo inteligente ou ela também é resultado de uma outra coisa muito inteligente que percebeu que seria muito bom haver um mecanismo(que é a evolução) que fosse implantando nas espécies melhores maneiras de elas sobreviverem, maneiras muito inteligentes, por sinal?
Enfim... blá blá blá...
posted by Karynn 11:18 AM Comentários:
Mas, por que eu me importo com isso? (Com o fato de eu não saber por que estou aqui). Será que eu me importo mesmo ou é uma desculpa esfarrapada pra justificar os meus fracassos.
Eu preferia não ter nunca feito plano nenhum, pois assim eu nunca teria falhado, mas, eu vivo querendo planejar as coisas... as vezes perco o sono por ficar planejando. Vem uma vontade tão forte de fazer algumas coisas e, de repente passa totalmente, ou melhor, a vontade até fica mas a disposição dura apenas alguns segundos e parece que não volta nunca mais.
Ontem eu estava pensando em como as coisas se encadeiam, como certos eventos influenciam outros e outros e outros e assim por diante. Mas não acho que isso queira dizer alguma coisa especial sobre o mundo, tipo, que o mundo é mecanicista ou sei lá o que. Aliás, por que as pessoas inventam teorias sobre o mundo? Por qual motivo? Não estou falando exatamente de utilidade, mas de motivação... por que alguem resolve falar sobre caos, por exemplo? Eu não entendo nada de caos, sei que tem implicações na física e tal, mas isso é falar sobre o mundo não? Bom, talvez as pessoas tentem explicar o mundo para se sentirem melhor, isso supõe que elas sintam mal por não saberem como o mundo funciona, mas, elas se sentem melhor por estarem tentando arranjar uma explicação ou porque acham que realmente encontraram a explicação. Ah, sinceramente eu não acho que seja isso: "tem uma explicação pro mundo e quem conseguir descobrir vai ganhar um grande prêmio, o de se sentir melhor". Blé! Isso não faz sentido... como se o mundo fosse uma charada. Não pode ser que seja isso.
Por que as pessoas querem explicar o mundo? Por causa de um compromisso científico? Pela evolução? Por que isso é inevitável? Por que querem usar seu raciocínio e esse é um grandississimo desafio?
Por que as pessoas querem inventar teorias que expliquem o mundo? Ou as pessoas não querem isso? Querem apenas ecplorar o terreno das possibilidades? Quando alguem desenvolve uma teoria ele pensa que é só uma teoria e faz isso só pra deixar bem claro existem muitas possibilidades de realidade ou faz isso achando realemnete que existe uma certa verdade e que ela foi encontrada?
Bom, de que o mundo existe acho que não há duvidas né? E, faz diferença saber por que ele existe? Se faz diferença, por que faz?
Da pra se falar sobre saber por que o mundo existe? É possivel saber isso? Mas ninguem soube até hj, e quem achou que soubesse era algo bem individual que servia pra si mesmo, tanto que nem se atreveu em dizer em voz alta; "o mundo existe por causa disso" Nem mesmo os fanático religiosos pouco criteriosos têm coragem de falar uma coisa dessas.
Isso incomoda? Sabermos que não sabemos, ninguém sabe e nem tem como saber por que o mundo existe?
posted by Karynn 10:40 AM Comentários:
Data: Tue, 23 Oct 2007 11:12:05 -0200
De: "sorvetedepistache"
Para: Érbia Cássia
Assunto: oi Cabeçalho Completo
Todos os Anexos
Oi Maria. Tudo bem? Espero que sim.
Ah, eu estou mais ou menos... estou preocupada porque acho que nunca vou me formar em filosofia... não estou respondendo as perguntas que o Tassinari faz todas as aulas. Hoje mesmo vou faltar na aula da Eunice. Sei lá, ando meio desanimada... com a Unimar estou um pouco mais empolgada, porque a cada dia que passa descubro que eu quero muito trabalhar com animais, mas é ruim porque eu não tenho amizade com ngm da minha classe, aí quando tem trabalho e essas coisas que tem que fazer grupo eu fico me sentindo triste, sabe? No fim de semana passado eu participei de uma campanha de vacinação contra raiva, foi muito legal... acho que foi o contato mais próximo com os animais que eu já tive até agora... ah, não, contato com os animais eu tenho na minha casa, mas estou dizendo animais dos outros sabe? A campanha foi no postinho chico mendes, sabe?
Ah... não sei... estou meio desanimada, tenho sentido muita vontade de dormir. Nem sei sobre o que escrever agora. Acho que estou assim, meio aérea... eu penso em tantas coisas mas não consigo organizar meu pensamento direito muito menos transformá-lo em ação. E nem sei se eu queria pra falar a verdade. Eu não sei o que eu queria realmente. Parece bobo eu sei, mas eu nunca consigo esquecer que tem um grande problema na minha vida: o fato de eu não ter a menor idéia de POr que estamos todos aqui vivendo.
Eu percebo que o mundo é uma grabde bola confusa, um emaranhado de coisas, as necessidades vão se erguendo, junto com um milhão de coisas pra satisfazerem essas necessidades, ou primeiro existem as coisas e depois cria-se a necessidade delas, não sei, mas o fato é que essa bola vai crescendo e crescendo e as coisas vão se construindo, a sociedade, os valores, as coisas, os produtos, a propaganda dos produtos, o sentimento de solidão, o sentimento de que se precisa não sentir solidão, de que se precisa de amigos, de namorado, de companhia, de dinheiro, de diversão, de comida, de saúde, sei lá, as coisas vão se erguendo assim, e logo existem livros, teorias, ani teorias, religiões, política, arte, cultura, escrúpulo, leis, perversões, transtornos de personalidade, enfim. E, não sabemos nada. Não sabemos porque estamos fazendo crescer essa bola, não sabemos por que estamos nela... mas nem lembramos disso, simplesmente vamos nos fincando na bola, procurando um bom lugar pra morar, pra comer, pra viver e pronto e acabou.
Ah... não sei. Eu não duvido que as coisas existam mesmo... tipo, eu acredito que eu amo o Leo e que sinto muito carinho por algumas pessoas, que gosto muito de fazer certas coisas, que adoro os animais... tudo bem, isso é real, mas... pra que? É só a melhor maneira que encontrei de sobreviver ou tem algo alem disso? O Amor que sinto pelo Leo é uma maneira de eu viver melhor ou é algo mágico, ou sei lá o que...
Ai, ai, ai... se vc pudesse escolher (antes de vc nascer) e soubesse como seria sua vida e ela fosse assim mesmo do jeito que ela é... vc escolheria existir ou não? O que significa existir pra vc? Vc acha que é algo especial?
Bjos
posted by Karynn 10:17 AM Comentários:
Esse é um texto do meu querido amigo Hélio:
DA SOLIDÃO
Eu a amo! Porque me amo, e ela sou eu, ou me é tudo em mim! Quão doce ela é em me permitir a mim, apenas, com exclusividade – bem da raridade da flor do mais elevado altiplano dos meus sonhos, do mais precioso delírio da minh’alma liberta de toda e qualquer amarra ou censura! Na solidão, somos eternos e bastantes! Somos suficientes absolutos a nós próprios e de mais nada ou ninguém precisamos para que nos tomemos inteiros! Minha solidão é a totalidade do meu silêncio e, a um só tempo, todas as sinfonias de que a orquestra que eu sou é capaz! Com ela, só a mim eu ouço, só comigo eu falo e, no meu falar, digo-me tudo que quero, ainda que não possa, ainda que não deva! Minha solidão é o absoluto; é o perfeito, sem parâmetros, sem juízos, sem métrica! Minha solidão é só rima; é poema e soneto, é cantata e folguedo! É a minha terra de sonhos e o paraíso das minhas fantasias! Nela, eu sou o que quiser, inclusive o tudo ...e o nada! Sou todos e ninguém e mesmo me faço de alguém.
Nós nos dominamos da mesma força; empatamos, ela e eu, no vazio da busca, no prazer do encontro de si próprio e no espelho em que nos tornamos um pro outro! Nossa dinâmica, nossa aceleração e nosso alcance é o que nos permitirmos...é o que queremos! Não há norma ou forma, não há rito; não há dogmas; verdades e mentiras são conceitos tão etéreos quanto o determinarmos e a possibilidade da vida ou da morte e do seu entremeio é nosso tudo, e a tornamos nada!
A solidão não nos cobra, não nos fatura o sentimento; a dor e o amor têm a cor que gostamos naquele momento e se “travestem” da consistência de nuvem ou de rocha, conforme nossa vontade! Solfejamos ou duetamos a canção que entendemos própria; machucamos-nos ou curamos-nos a título apenas de experimentar! Tudo nos prometemos e de nada nos cobramos no concerto com nossa solidão!
Mas, vivemos a vida de nos enganarmos-nos ...a um e ao outro! Oferecemos-nos o banimento da solidão como se fora possível tirar de nós o único sentimento que nos acompanhou na primeira luta, desde o trajeto vaginal primevo! E nos acompanhará quando o que quer que chamemos de ‘momento final’, chegar!
Quem ou o quê é mais solitário que o humano? Quem se ilude pensando que abandona o mater útero quando, em realidade, é por ele expulso? Quem desce à tumba conosco? Quem, finalmente, tem a lucidez de saber-se assim, de poder assumir-se assim e de ...viver assim?
Por milênios nos enganaram, quando puseram-nos contra a solidão. Que pena. Quanta riqueza, quanta oportunidade de criar, de ser, de estar, perdemos com isto!
Hélio Alexandre da Silva
28/03/07
posted by Karynn 11:08 PM Comentários:
Idade Midieval
Eis aqui a miséria
O desespero do nosso tempo
A pena que sentimos de nós mesmos
Pela infelicidade das nossas reconpensas
Que nunca compensam
Nunca emancipam
Nem se justificam
Mas inguem as evita
Nem as critica
Amontoan-se em pilhas nas prateleiras
Que nunca chegam a ficar empoeiradas
Desde que as vitrines perpetuem
Aquelas mentiras cromadas
Que a televisão diz estarem na moda
Eis nossa época
Como é moderna
E Bela
Tudo é tão translúcido
E lúdico
Tudo é feito de material tão nobre...
Personalidades de cristal líquido
Relacionamentos sustentados por fios de cobre
posted by Karynn 4:01 PM Comentários:
posted by Karynn 3:21 PM Comentários:
Eu queria postar no outro blog mas não soube como entrar, esqueci a senha.
O pudim foi embora pra sempre... não sei o que pode ter acontecido com ele, imagino algumas coisas mas tudo parece tão improvável. Fico lembrando do jeito dele, o jeito de andar, de miar, de pedir, de reclamar... das caras feias que faz quando encosto no nariz dele alguma coisa que ele não gosta, do jeito como ele tem mania de ser insistente, de deitar onde ele quer, de querer entrar no banheiro e ficar bravo quando alguem fecha a porta e nao deixa ele entrar. Do jeito como ele fica feliz quando tem comidinha de gato especial da latinha ou do sachê, do jeito como ele ergue a bunda pra pedir carinho, do jeito como ele se esparrama na cama, do jeito como ele é mole e amarelo. todas os dias eu chegava em casa ele miava falando oi, ia pra janela pra me esperar... se estava passeando me ouvia e vinha me encontrar, as vezes ia atrás de mim no orelhão, até que as cachorras comessassem a importuná-lo. Eu o amo tanto. Não tenho esperanças de que ele vá voltar, queria tanto saber o que aconteceu. Onde ele está?
Estou desolada, não sei pra onde ir e nem o que fazer. A situação com a vizinha me deixa muito chateada, o meu relaxo na faculdade também... Ah, não quero mais escrever... eu queria, mas como sempre a vontade passou, acho que é por insatisfação... percebo que o que tenho pra escrever está saturado, é a mesma coisas de todas as vezes.
Queria escrever poesia, compor uma música, ter uma história i8nédita pra contar.
Bom, eu vou falar sobre terapia...
Acho que realmente não adianta, não é bom.
Assim, eu não se essa era a intenção do Freud coma psicanálise, mas eu tenho impressão de que ela (a psicanálise ou qualquer outra forma de terapia) petendem concertar (com "c" ou com "s"?) as pessoas. se a pessoa não é normal, têm problemas, então ela deve fazer algum tipo de acompanhamento psicológico pra resolver aquela falha, até ela estar apta pra viver normalmente, pra ser normal. E eu penso: por que temos que concertar nossos problemas? Pra sermos todos mais parecidos...? E aqueles remédios como prozac, calmantes e anti depressivos vão ajudar a nos tornar mais normais, mais enqudrados, assim, estamos deixando de ser nós mesmos, estamos tentando nos aproximar dos modelos. NO que nos baseamos pra estabelecer auilo o que é normal? Se o Leo e eu temos problemas com sexo, se fazemos menos e com mais dificuldade da maioria dos casais, temos que ser como eles... Por que? Pra sermos reconhecidos como um casal? É como aqueles cachorros que precisam ter rigorosamente determinados elementos pra receberem o pedigree da raça. então nós procuramos um psicólogo pra nos ajudar a sermos normais, pra resolvermos nossos problemas e sermos mais parecidos com todas as outras pessoas. Se eu sou insegura, devo fazer terapia pra deixar de ser ? Por que eu devo deixar de ser? Isso é uma doença? E mesmo se fosse uma doença... por que eu quereria deixar de ser exatamente eu pra conter menos características indesejadas? E por quer elas são indesejadas? eu não li "admirável mundo novo" mas pelo que eu sei, trata-se de um sociedade de seres programados e previsiveis, adequados... e, será que no fundo não fazemos mais ou menos isso na nossa sociedade também?
É como aquela frase da música "ideologia" do Cazuza: "Eu vou pagar a conta do analista pra nunca mais ter que saber quem eu sou". Quando pensamos em análise imaginamos o contrário, que ela vai ajudar o sujeito a se conhecer melhor... mas na verdade, pelo menos na prática, o que acontece é que as análises servem pra resolver os problemas, dizem que vão ajudar a pessoa a viver melhor, a se resolver... mas isso sifnifica fazer com que ela seja menos ela e seja mais parecida com as outras pessoas. Pode até ser que em alguns raros casos o analista realmente só queira que a pessoa se conheça, mas pensando de uma forma prática e capitalista, qual o interesse do analista em fazer com o que elemento se conheça apenas? Aliás, se ele quisesse mesmo só se conhecer não precisava de análise, ele podia fazer um processo de introspecção. Ou então até essa coisa de introspecção é um aspecto capitalista ou místico. Será que existe mesmo o inconsciente? Talvez sejamos só isso mesmo... as vezes parece que a história do inconsciente serve para dizer que a pessoa pode ter problemas causados por coisas que estão escondidas e que precisam ser eliminadas com ajuda de alguem que consiga penetrar o tal inconsciente... será que isso tem alguma semelhança com os celulares que servem para mil coisas e com todas aquelas coisas que nitidamente são falsas necessidades?
Olha o encadeamento: a gente acha que a culpa por sermos anormais é do ego, assim mesmo, por causa do moralismo dele ficamos muito mal com as coisas que podem se transformar em traumas, então precisamos de ajuda para arrancar do ego aquilo que ele escondeu com tanto empenho... e depois finalmente ficamos salvos. Qual seria o interesse do ego em nos impedir de ppensar e fazer certas coisas? Ah, sim, aí vem aquela história de que o ego quer manter a ordem do sujeito baseando-se naquilo o que ele aprendeu que é certo... o ego faz lá um raciocínio e conclui que o sujeito deve agir de acordo com os padrões da sociedade para viver em ordem. Só que aí o sujeito entra em pani porque quis viver de acordo com a moral da sociedade mas acabou deselvolvendo traumas e vávulas de escape e traumas... então, se o sujeito seguir muito bem a moral da sociedade ele vai sofrer porque vai ser reprimido depoise se não seguir também vai sofrer porque não será reconhecido legitimamente pelo ego, enfim... parece que tudo isso foi inventado só pra gente ter a idéia da necessidade de terapia, afinal de qualquer jeito vamos sofrer e precisar de ajuda.
Agora estou ouvindo uma música do kid abelha que fala: "prazeres já temos de menos, produtos já temos de mais..."
posted by Karynn 3:14 PM Comentários:
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posted by Karynn 5:46 PM Comentários:
Minha aula de filosofia contemporânea começa só às 19:15hs, mas eu cheguei aqui na faculdade às 16hs com os planos de escrever alguns e-mails e conversar com Leo. Escrevi alguns e-mails e li um e-mail que o Leo me mandou. Não quis ligar pra ele e avisá-lo que estou aqui, que eu queria conversar com ele.
Acho que o jeito como eu faço parte da vida dele é muito mecânico. Nesse momento estou com uma puta vontade de chorar de raiva... esse teclado está horrível, eu tenho que martelar as eclas com uma força medonha e mesmo assim têm umas letras que não saem. Quer saber? Não vou arrumar s letras que não saírem, que fique desse jeito mesmo!!! O mouse tbm não está funcionando direito, quanta raiva isso me dá!
Então... acho que o Leo nem sabe o que sente pr mim direito, acontece que é muito mole, e como eu já estou na listinha de coisas da vida dele. Que vontade de chorar, que raiva... eu sou uma coitada. Eu sou feia, acho que meu namorado não sente paixão nenhuma por mim e me inseriu em sua vida de uma forma racional ou sei lá o que, me sinto sozinha, sinto alta de uma verdadeira amizade, tenho vergonha de mim mesma, de sair de casa, de ir a uma festa, de tentar me divertir, de me sentir panaca e peixe fora d’água em algum lugar como me sinto sempre, sou frustrada, incompetente, desorganizada. Vou postar aqui o e-mail que ele me mando:
Noi,
estou percebendo que estou ficando estressado, o que é bem ruim, olha minhas preocupações:
1) Dar um jeito de fazer os problemas da lista e estudar pra prova de quinta
2) Tentar ir para aí ficar com você.
3) Descobrir se a matrícula deu certo e se não deu corrigir.
4) Arranjar uma dupla pra fazer o EP, o problema é que eu não posso garantir que consigo fazer o EP sozinho e à tempo.
5) Pensar no nosso problema
6) Pensar nas coisas do curso do Javier e da iniciação, escrever o projeto
7) Fazer inscrição para os congressos dentro do prazo.
hoje a noite a amanhã vão ser dias difíceis, vou ter que estudar muito, não sei se vai dar certo. Desculpe mas talvez eu não possa dar mta atenção pra vc esses dias (hoje, amanhã e sexta).
Eu não gosto de ir num lugar planejando não pagar o garçon, eu me sinto como se ele estivesse pagando pela nossa falta de dinheiro, eu prefiro pagar, se quiser eu pago sua parte.
Noi, não consegui falar na Fergo, aquele telefone não atende. Eu tenho a lista de documentos do Prata, mas é enorme, eu levo aí pra gente ver. Meu pai deixou mudar a conta de telefone, mas eu preciso dos seus dados.
Eu falei com o Pizza e ele acha uma idéia bem ruim eu fazer o EP sem ter internet, não sei o que vou fazer, não posso pedir pra ninguém ser minha dupla se eu não souber se consigo...
Eu li o e-mail da jor, acho que você deveria ter aproveitado pra falar que vc sabia que ela pegava suas coisas, afinal se queria ser sincera devia falar isso que é uma das coisas que incomodava bastante vc.
E eu não sei se cárie é transmissível, posso perguntar pra minha dentista.
beijolas, to muito cansado...
nonoi 2...
Assim, eu me sinto mal as vezes, mal mesmo, como se no mundo não houvesse lugar para mim. E o que eu faço? O procuro... eu não quero mais isso... ele é a única pessoa que eu tenho, que eu tenho pra correr quando percebo que não tem onde eu possa ficar sem sentir muita vontade e choarar, sem me sentir deprimida. É obvio que ele não me ama... é obvio que o que ele sente por mim é estático e calculado, não há paixão, nunca houve, dele por mim. Essa semana já pensei em terminar com ele várias vezes, como estou pensando agora. Sinceramente, o que acho que aconteceria é que ele iria demorar um pouco para se acostumar com a nova listinha de coisas sem eu... talvez o cérebro dele tivesse um pouco de dificuldade de se adaptar ao novo sistema com uma tarefa a menos para ser excutada diariamente. Olha, mesmo que não aconteça nada e que nós dois continuemos juntos eu quero deixar registrado aqui que é assim que eu penso, é assim que eu acho que ele me vê. Isso não é nenhuma novidade, ele já sabe disso... mas quando eu digo isso ele me fala que não é assim e eu finjo que acredito pois assim é mais fácil pra todo mundo.
Estou de saco chio, eu quero me matar, mas não tenho coragem.
Sabe eu sou assim, sou doentia... quando eu comecei a ter problemas de me sentir triste e mal sabe o que eu pude perceber? Que não tem lugar pra mim... as “amigas” que eu sempre tive nunca me entenderam e nem me ajudaram, e para piorar ainda falavam mal de mim quando eu não estava, reclamavam do meu jeito deprimido, carente e dependente... os meus pais tbm devem estar de saco cheio por não ter uma filha norma... eu sou monstruosa. Não tem lugar pra mim, não tem!!!!
O Leo é apático, estou com raiva dele... ele não me ama... ele tem dó de mim, é sim! Eu queria ir embora pra casa e me enfiar na cama e ficar lá até morrer... não quero mais ir na aula, não quero mais namorar o Leo, não quero mais achar que as pessoas me aceitam como eu sou porque não aceitam, elas desejam, esperam que eu mude, que eu não seja doente, que eu seja normal.
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Dentro de um quarto
há um corpo derramado na cama
Um copo esquecido na estante
Um corpo dobrado na cadeira,
E um cheiro de farelos humanos recentes
Há uma porta aberta,
dois humanos esfarelando-se mutuamente
Duas janelas insistentes
E um assunto pendente.
Um deles
É o dono do quarto
Do sono
E do outro humano
Que é dono
Da coisa que está pendente
E das janelas insistentes
Os dois são humanos
Os dois são gente
Os dois se sentem
Os dois se compreendem
Mas agora isso é indiferente
Pois o instante, muitas vezes,
destrói tudo o que não é presente
E aquilo o que há de descontente
Dalí pra frente
Narra a história do jeito que bem entende
Um deles
Aquele que mais se arrepende
Está angustiado
Porque o outro está ausente
Está desgastado
pelas coisas que não entende
Está preocupado
com as coisas das quais depende
Está amedrontado
Porque sabe que as vezes há coisas
Que Vão-se embora de repente
Coisas grandes e consistentes
Como o amor que o outro diz que sente.
posted by Karynn 7:24 PM Comentários:
Data: Wed, 6 Jun 2007 11:21:12 -0200
De: "sorvetedepistache"
Para: Érbia Cássia
Assunto: O motivo, qual é? Cabeçalho Completo
Todos os Anexos
Olá Maria!
Existe uma pergunta que é como se fosse o esqueleto do corpo de um ser vivo. Por dentro de tudo, há ela... quando acaba tudo, ainda há ela, e é inteiriça, rígida, indissolúvel e permanente. A pergunta é esta: "Qual é o motivo?"
A gente brinca de responder, mas não responde nada. A gente até acha que encontrou uma boa resposta, mas se pensarmos sobre ela, percebemos que ainda falta coisa... e que continua faltando, pra sempre.
Qual o motivo de eu não ter respondido seu último e-mail, ter demorado tanto pra te escrever?
Inclino-me a pensar que a resposta mais simples seria: "ah, não tive tempo", mas antes mesmo de ousar responder isso, percebi que se eu o fizesse estaria mentindo, afinal, eu poderia ter achado um tempo pra escrever. Ligeiramente depois disso penso que a resposta mais verdadeira seria "não tive vontade", mas que ingenuidade a minha pensar que seria tão simples assim! Eu tive vontade sim, quantas vezes me vi diante da tela e tive vontade de me comunicar com vc, quantas vezes pensei em você e desejei que estivesse por perto! Outro dia mesmo eu fui até a moradia, não queria ficar sozinha em casa e não queria ver a Carla... chegando lá eu nem sabia na casa de quem deveria ir... e fui na casa onde vc morava com a desculpa de estar procurando a Simara... a sorte foi que ela não estava lá porque não sei que justificativa eu iria arranjar para ter ido procurá-la, afinal, apesar de gostar bastante dela, não somos amigas, talvez por falta de oportunidade, mas não somos. No fundo, eu queria que vc ainda estivesse lá... eu pedi pra menina que me atendeu pra me mostrar o seu ex quarto... ela mostrou... até comentei com ela: "hoje estou sentindo muita falta da Maria". É incrível, quando estamos sensíveis parece que temos vontade de nos abrir com pessoas estranhas. Mas voltando a investigação sobre qual foi o motivo de eu não ter escrito... penso que uma terceira possível resposta seria: "estive desanimada", terceira e última pois não vejo nenhuma outra. Muitas vezes eu fico desanimada... eu adoro internet mas acho ruim usar na unesp ou na unimar... prefiro a unesp, mas como está em greve o labi não está abrindo. Mas ainda assim, acho que existe uma resposta boa, verdadeira e completa para essa pergunta, mas, onde esla está eu não sei... como a maioria das outras respostas.
Eu queria te escrever todos os dias... por que eu gosto, porque assim não perderíamos o contato, sempre teríamos novidades (porque quando duas amigas se falam sempre, até um passarinho visto é uma novidade, quando se falam raramente nem uma paquera é novidade)... vou tentar te escrever sempre!
Bom... eu me lembro do menino que vc estava interessada no começo do ano, que no fim era gay. Poxa, que sina em Maria! será que vc atrái os gays? Bom, eu sempre ouvi dizer que Campinas é a terra dos gays mas achei que fosse brincadeira (na verdade é o meu pai quem fala isso)...
Na unimar eu estou indo razoavelmente bem, presto atenção, estudo um pouco, enfim... na unesp estou uma tragédia, não sei o que faço... não sei como vou fazer aquelas matérias pendentes e o estágio. Eu tenho que estar com tudo pronto pelo menos até o ano que vem. Não sei a quantas anda a greve, nem fiquei sabendo que os nossos professores foram na passeata, enfim.
Eu te contei que dei um coelho de presente pra Elo? Ela disse que gostou muito.
Ah, eu sou vegetariana agora... já faz um tempinho... é por uma questão ideológica, por causa do sofrimento dos animais, pensei muito antes de tomar essa decisão... pesquisei coisas e fiquei sabendo e vi coisas muito atrozes que acontecem com os animais e acho que não temos direito de utilizá-los dessa maneira. Qualquer dia podemos falar mais sobre isso.
Bom, eu não sei quando vou entrar de férias mas acho que agora não falta muito.
Eu queria ver a foto desse tal Rodrigo no orkut mas não tenho como entrar, aquele site que vc me passou uma vez não funciona mais há um tempão e eu não conheço outro... se vc souber de algum me passe.
E como estão vc e o Hélio? Mande um abraço pra ele.
Ai Maria do céu... há duas semanas eu tive um negócio e fui pro hospital de ambulância... eu não conseguia respirar... aí depois do susto fui num pneumologista pra ver o que tinha acontecido. Bom... tudo indica que eu tenho asma... é praticamente certeza... o que aconteceu há duas semanas foi que eu tive uma crise muito forte de asma. A asma é uma doença genética que pode ser manisfestar ou não, mas ela existe desde que eu nasci, não surgiu de repente. E não tem cura.
Segunda feira eu fiz um exame chamado espirometria... tem que ficar assoprando num negocinho que fica ligado num computador e vai formando um desenho, um gráfico na tela. Esse exame vai dizer a intensidade da minha asma... espero que não seja das piores... fazem dois dias que começaram a acontecer exatamente as mesmas coisas que aconteceram quando eu tive aquela crise, os sinais também começaram a aparecer uns três dias antes da outra vez. Hoje eu vou buscar o exame e levar no médico. Se der a tal crise de novo pelo menos eu já vou saber como me medicar.
Ah, eu adotei uma cachorra, ela se chama Constantine... é uma vira lata muito bonitinha. Não sei muito bem como lidar com ela ainda, estou aprendendo aos poucos... eu tenho pouquíssima experiência com cachorros, que por sinal são muitississimo diferentes de gatos. O pudim têm sido muito legal comigo, ele é um cara muito bacana mesmo, e lindo, lindo, lindo!!!! Olha só... todas as noites eu durmos com um loirão lindo na minha cama: o PUDIM!!!! Faz mal pra asma sim, mas, o que se pode fazer? Ele é o rei da casa, não vou obrigá-lo a dormir em outro lugar... estou pondo as cobertas e travesseiros no Sol todos os dias, o médico recomendou isso. A Constantine é estabanada e meio bruta... qualquer coisinha, por minima que seja, a deixa extremamente feliz, quase irritantemente porque não dá pra compreender... basta olhar, falar... ela já começa a balançar o rabo, parece que vai quebrar o quadril com tanta força que chacoalha o rabo. Ela não sabe brincar com o coelho, ela o machuca, tadinho, eu nunca posso deixá-los juntos sem eu estar monitorando... ela faz xixi quando fica feliz, e quando brigo com ela tbm, é estranho. Ela fica querendo comer o cocô do pudim, enfim, são várias coisas que os gatos não fazem e com as quais não estou acostumada.
A Carla foi viajar e deixou achave da casa dela comigo pra eu cuidar da Clarinha, acho que vou passar lá agora e depois vou buscar o exame eir no médico.
O leo virá pra cá hoje... sinto muita saudade dele, ainda mais agora que não tenho telefone, nós estamos nos falando tão pouco.
Estou com saudade, espero que vc esteja bem.
Um grande abraço
posted by Karynn 10:18 AM Comentários:
shiiiuuuuuu....
posted by Karynn 2:45 PM Comentários:
La répercussion
Os Outros são isso.
Um lugar incandesecente e destrutivo
Com labaredas de desdém provocativo
Que açoitam tudo aquilo o que é vivo
E são quase sempre bonitos.
Os vejos responsáveis pela minha dor
E também pelo meu prazer
Como se eu fosse um fantoche
De feltro macio, um acolhedor de mãos
Que empresta-lhes a imagem
Para que através dela
Desenjaulem suas personalidades
E provoquem o enjaulamento da minha
Eles me impregnam e viciam
E suas atitudes determinam o que irei sentir
Se é a mórbida dor de viver
Ou o indecifrável prazer de existir
posted by Karynn 2:26 PM Comentários:
É, eu ainda estou aqui. Não sei fazendo o que mas estou.
Hoje é sábado.
Não estou contente, eu queria que agora não fosse isso, que fosse algo que ainda não conheço ou algo que eu já vivi e gostei. Isso aquí já deu o que tinha que dar mas não vai embora. Só falta ficar pra sempre, ai vai ser difícil, aí não vou aguentar, vou acabar indo embora.
Acho que escrever para o Gustavo me deu um pouco de ânimo... talvez eu estivesse procurando motivos pra odiar cada vez mais a minha vida, mas de repente aparecem uns elementos entusiasmadores.
Eu mudei bastante, quero ser como eu era antes, eu era mais feliz, certamente.
Eu ficava bêbada, eu ousava, fazia trabalhos de vez em quando, tinha vontade de viajar, tinha vontade de torcar de roupa.
Olha o que eu faço agora: reclamo! Isso é o que consigo fazer. Eu vim cedo aqui pra faculdade, pretendi ver o orkut, entrar no msn, mas chego aqui e nada funciona, então resolvi escrever no blog por falta de opção.
Incrível como a menor coisa me dá uma imensa raiva, é uma raiva horrorosa, tenho vontade de chutar a parede, bater a cabeça, me dá aflição. Como agora, meu joelho estava roçando alguma coisa pontudinha que está sob a mesa do computador, isso me deu raic]va, deu vontade de apertar muito meu joelho contra a mesa, até machucar, até sangrar. Quando uma coisa não funciona tenho vontade de jogá-la contra a parede. Meu pé está doendo... há uns dois dias, isso me irrita, quero arrancá-lo de uma vez. Quandoe meu dedo esbarra em alguma tecla e eu erro, escrevo errado, dá vontade de cocar o teclado. Eu devo ser paranóica, louca, sei lá.
Quando alguém me pergunta se estou bem não quero falar que estou porque é mentira mas tbm não quero explicar nada pq sei que a pessoa preferiria não saber, ou que não vai se esforçar em entender, como eu não vou me esforçar em explicar.
Sabe, pra eu me sentir feliz, é só eu pensar que eu sou bonita, nem preciso ser de verdade, mas tenho que achar realmente que sou... só que é dificil conseguir isso do jeito que eu estou. Quanta raiva, queria me destruir toda, me cortar, furar... apertar minha mão com força, quebrar meus ossos, rasgar a palma da minha mão com as unhas, arrancar pedacinhos de pele do meu joelho...
O filme vai demorar duas horas pra começar, o que vou ficar fazendo aqui enquanto isso? Se eu voltar pra casa vou ter que ver a Carla, não quero.
Exasperar:
do Lat. exasperare
v. tr.,
irritar ao máximo;
tornar áspero;
desesperar;
enfurecer;
exacerbar;
v. refl.,
irritar-se, perder a paciência.
posted by Karynn 1:02 PM Comentários:
blé!
posted by Karynn 9:25 PM Comentários:
Estratégia
As vezes convém se intupir de uma única coisa
Pra não sobrar espaço pra mais nada
Nem vontade pra ser apedrejada
Ou simpatia pra ser desperdiçada
Convém ficar viciado
Ser repetitivo
Viver Mal humorado
Por odiar estar vivo
E achar que isso é pecado
Convém ser um tipo comum
Que passeia tranquilamente
Sem causar incômodo
Aos tipos tolos
Que são quase todos
Convém não ser apontado na rua
Como coisa que devia estar cozida
Mas vive por aí como coisa crua.
Inevitavelmente
Todo o mundo aprende
Essas coisas medíocres do convir
Mas há quem, rapidamente,
Perceba que a gente
Ganha muito mais
Sendo inconveniente.
posted by Karynn 9:25 PM Comentários:
Estou bastante cansada... é como se eu tivesse tomado Sol o dia todo e meu rosto tivesse ficado ardido... como se eu tivesse passado a tarde brincando na piscina. É meio estranho, a sensação no meu rosto é tão parecida com a de tomar Sol, tão parecida que eu fiquei tentando lembrar do momento em que tomei Sol... e eu estou tão cansada que nem consigo saber se esse momento existiu mesmo ou se estou achando que existiu.
Eu gostaria muito de ter ficado na aula de estética mas tive que sair da sala porque estava cochilando, acho isso chato. Se eu fosse professora e visse meus alunos dormindo iria pensar que minha aula é enfadonha, mas a aula da Arlenice é uma das mais legais, é que eu estou com bastante sono mesmo... ontem eu fui dormir mais de 2hs da manhã e hoje acordei às 6hs.
Hoje vai ter uma festa, eu até queria ir, mas não sei, acho que prefiro comer bolacha e escrever pro Leo... se eu for na festa talvez eu ivente de beber... pode ser que seja muito chato, mas tbm pode ser que seja legal... sim isso é irritantemente óbvio, mas é verdade.
Ai,ai...
Olha, acho que eu acho meio chato ficar contando meu dia, eu gosto mesmo de escrever poesia, só que isso não é muito objetivo... mas pra ser objetiva eu deveria escrever cartas, eu gostaria de fazer isso.
Dum, dum, dum...
posted by Karynn 8:51 PM Comentários:
Data: Thu, 1 Mar 2007 19:49:47 -0300
De: "sorvetedepistache"
Para: "Bianca Wopereis"
Assunto: Re: Cabeçalho Completo
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Oi Bianca.
Bom... Acho que vc tem razão em tudo o que disse, essa razão serve pra vc como a minha serve pra mim. As vezes eu lamento muito por pensar, só eu sei o quanto meus pensamentos são destrutivos e eu acho que é melhor que só eu mesma saiba mesmo. Eu sei que ninguém pode fazer nada por mim, e nem desejo mais que isso aconteça... eu aprendi a conviver comigo mesma, tinha que ser assim, se não eu já nem estaria mais aqui. Eu preferiria que ningém, absolutamente ninguém sofresse as consequências por eu ser como eu sou. VC deve estar mesmo cansada, entendo isso, até agradeço por ter aguentado tanto tempo, muito obrigada mesmo, pode ter certeza de que eu te amarei pra sempre, sempre, sempre, só pelo fato de vc ser vc. Eu tbm estou cansada... estou cansada disso que vc chama de "mania de tristeza" e o pior que meu cansaço é desolador porque sei que ainda vou ter que aguentar muito tempo. Não quero cair na besteira de ser otimista, é assim que luto pela minha sobrevivência, em geral, acho que as pessoas fazem coisas terríveis mesmo pra se manterem vivas, elas devem achar que tudo ainda é menor pior do que morrer, apesar de tudo acho que eu penso um pouco isso também. Minha queria, eu jamais te julgarei mal por vc procurar a melhor maneira de viver... aliás te admiro muito por ter conseguido entender o que te faz mal pra poder evitar. Vc não é covarde não, é até corajosa por entregar seus problemas a voc~e mesma e resolvê-los, em vez de colocar nas costas dos outros, dos nomes, das coisas... Estou cansada de ficar tentando mudar, eu nunca obtive êxito, quando consegui durou pouco tempo e logo eu vinha à tona como um jorro indesejado, sentia vergonha por não ter conseguido ser diferente, me sentia pior... é como quando a gente faz um regime e emagrece um monte mas de repente começa engordar de novo e engorda o dobro.
Têm coisas em mim que foram "de fase", mas têm coisas que são intrínsecas a mim e não tenho coragem suficiente pra tentar arrancar, ou talvez eu ache que não deva. Eu ainda não sei exatamente como separar essas coisas.
Bianca, eu sou o pior tipo de pessoa que existe, saiba disso, de uma vez por todas, por favor não se sinta culpada por nada, não sei como vc foi tão paciente comigo cada vez que eu desconfiei da sua amizade, talvez eu mesma não suportasse se alguém fizesse isso comigo.
Talvez seja o momento de vc desistir de mim... acho que vc se sentiria melhor e eu também. Me faz muito mal a situação de ficar pensando que eu dou trabalho, que eu sou muito problemática. Eu sei que eu sou, sei que dou trabalho, então não quero conviver com esse fato, a potência já me machuca suficientemente. Sabe... acho que vc e o Leo sempre foram meio parecidos pra mim porque são duas pessoas que eu amo demais e que sempre senti que ia acabar perdendo.
Eu me sinto mal por me sentir insegura em relação ao Leo e por saber que ele pode se sentir mal com isso. A culpa disso é completamente minha. A culpa de mim é minha, mas mesmo assim "o inferno ainda são os outros". Eu me perco nesse infero, não sei como arrumar os estragos que faço.
Eu gostaria de nunca mais prometer nada pra ninguém que eu não tenha certeza de que vou cumprir... não sei se um dia eu conseguirei mudar, mas provavelmente não... se vc sair comigo um dia, possivelmente eu vou beber, possivelmente vou começar a vomitar minha agonia, vou me sentir mal, vc tbm...
Sinceramente, ninguém precisa disso, só eu, mais ninguém.
Eu não sei quanto tempo vai durar meu namoro com o Leo, eu o amo e tenho certeza disso, mas sei muito bem que pode acontecer com ele a mesma coisa que aconteceu com vc, só espero que se for pra contecer não demore muito, porque a cada dia que passa eu me apego mais a ele.
Eu sei que tenho qualidades bacanas, que em muitos momentos sou legal mas não acho que isso seja suficiente pra se arriscar a ter um relacionamento comigo.
Me desculpe por tudo isso... ontem o leo me disse que eu vivo reclamando de não ter uma amizade profunda com as pessoas mas que eu mesma impesso que isso aconteça, acho que ele tem razão... eu devo ter feito isso com vc, minha desconfiança é tão desgradável que com certeza afasta as pessoas de mim.
Sinceramente , acho que nem existe sessa coisa de mudar... pelo menos eu não quero que comigo seja assim, eu gostaria que as coisas se resolvessem sim, e eu acho que existe uma razão para os problemas que eu tenho, gostaria de entendê-los um dia, e resolvê-los, assim eu me sentiria livre, aliviada e ainda seria eu mesma. É como se eu tivesse uma doença (não estou quererendo pôr a culpa de eu ser como eu sou em nada, só estou fazendo uma analogia) e descobrisse alguma técnica de amenizá-la, disfarçá-la, esquecer da existência dela... mas ela ainda estaria lá e eu saberia disso, sempre me sentiria presa à ela.
Acho que isso é o que tenho pra dizer agora. Me desculpe por tudo.
Um beijo
Te amo
posted by Karynn 7:48 PM Comentários:
Data: Wed, 28 Feb 2007 20:55:55 -0300
De: "Bianca Wopereis"
Para: sorvetedepistache
Cabeçalho Completo
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Oi Ká!
demorei demais pra escrever esse amail, tava com uma coisa entalada na garganta, mas depois q li seu blog não tive mais dúvidas por estar realmente chateada com vc, sabe, não quero q vc sinta q eu não goste de vc por ter me sentido assim e tenho quase certeza q esse email vai ser um grande e brutal mal entendido, mas enfim, talvez seja melhor falar, isso não significa q o q eu estou dizendo seja a verdade, mas saiba vc q eu não estou te enganando tbm... é só meu ponto de vista, q não significa nada sobre a sua pessoa. Vc é uma porção de outras coisas e eu nem conheço, assim como todas as outras pessoas, mas mesmo assim a gente tem mania de querer fazer mil e um julgamentos sobre ela, acho q a gente se contenta em saber dizer o q tal pessoa é, num piscar de olhos, numa primeira impressão... pra q eu não sei... talvez seja a preguicite de sempre, ou pq só queremos q as pessoas nos conheçam e daí a gente pré julga pra todo o processo ser mais viável, até pq a gente sabe q tem pessoas q talvez não tenham motivos algum pra se interessarem pela gente, muito menos pra gostarem da gente e daí nem perdemos tempo tentando conhecê-las melhor...
não estou querendo dizer ou insinuar nada com isso, mas só me justificando o fato de estar chateada com vc... eu acho q vc deve pensar um monte de coisa sobre mim, um monte de coisa q me faz sentir culpada por coisas q eu nem tinha imaginado, e q de certa forma passo a começar a pensar depois de vc dizer essa forma como se sente...
eu nunca achei q o Leo perdesse tempo com vc, ou coisa do tipo... tudo bem q estou sempre do lado dele, coitado do Leo, mas isso na maioria das vezes não acontece pra te condenar de alguma coisa, eu nem sei julgar sua pessoa, não consigo imaginar seus motivos, e claro, tenho toda a fajuta moral acalcada dentro de mim, aliás, eu acho ótimo viver com vc seus dramas pra eu mesma criar minhas morais, e repensar as q eu tenho inscritas em mim... posso dizer q eu passei a pensar por conta de vc, e isso eu devia te agradecer minha vida toda, mas essas coisas a gente ainda não faz, não sei pq, não é um costume.
sabe Karynn, não queria dizer q estou cansada de vc, isso é maneira de falar, mas causa tanto maledicente malentendido q eu não vou falar, sabe, o dedé da tany outro dia chegou do nada e disse pra ela q cansou, do nada!
enfim, deixa eles pra lá, sabe, as vezes eu fico me perguntando aquela história de a gente é q quer ser triste... eu cansei disso, sabe, não quero mais tristeza, e por mais q as pessoas olhem e digam q eu não tenho motivo algum pra tristezas eu sei q tenho, sou covarde tbm, não existe grau pra covardia, não estou querendo entrar numa disputa aqui pra saber se eu ou vc é q é mais covarde...
enfim, só não entendo pq a gente não se esforça nem um pouquinho pra tentar levar a vida mais numa boa (de boa, meu chapa)...
a gente nunca dá valor pras coisas q fazem parte da nossa realidade, a gente só se empenha em conhecer as outras realidades, da nossa a gente tbm já se cansou, sei lá eu... mas acho q cada dia a gente se surpreende com alguma coisa q tava toalmente despercebida do nosso lado... não q isso vá tornar a vida bela, mas não tem pq a gente jogar elas fora ou desprezar ou se magoar por causa delas... essa mania de tristeza deve ser vontade nossa sim, estou quase me tornando intolerável ao fato de as pessoas virem com tristezas pro meu lado, eu não vou conseguir resolver o problema de ninguém, se eu soubesse como resolver poderia ajudar, mas não quero deixar minha vida de lado pra ser uma madre tereza tbm, ainda não... ai karynn, vc deve achar eu super daquelas q vem com aqueles ditados idiotas "mais vale não sei o q, q não sei q lá".
eu nunca me perguntei ferozmente se vc gostava de mim ou não, e não é pq eu tenho certeza q vc gosta, posso estar só me enganando, eu sei q vc precisa dessa profundidade nos relacionamentos, mas eu sou assim, rasa, pode mudar um dia, mas eu estou me sentindo agora como se eu fosse qquer uma, q como tantas outras vc não consegue confiar, e q eu devia me sentir culpada por causa disso...
bom, karynn, não queria acabar o email agora, mas é q tenho q ir embora, amanhã continuo...
posted by Karynn 7:46 PM Comentários:
posted by Karynn 9:11 PM Comentários:
posted by Karynn 9:11 PM Comentários:
Déficit
Ou eu não sei prestar atenção nas pessoas
Ou o faço com tanta intensidade
Que qualquer encontradela de olhares
Me arranca toda a racionalidade
E me lança pelos ares
Quanto maiores os cílios
E mais molhados
Piores meus ouvidos
E menos interessados
A menos que o som da voz
Acorde meus tímpanos
E os mantenha vidrados
Vou aspirando...
A fala, a pele, o cheiro, as caras, os gestos, os jeitos.
Assim me entretenho, assim eu converso, assim eu conheço.
Assim eu desejo.
Pelo telefone não tem nada disso
Só tem falatório
E bocejo.
posted by Karynn 9:07 PM Comentários:
A internet na minha casa não funciona. Ultimamente não tenho gostado de falar no telefone. Meu cabelo não é mais bonito.
Talvez eu queira estar triste. Talvez eu deseje que todos os momentos sejam como esse, porque agora eu sei muito bem quem eu sou e quem eu não sou. Estou com vontade de chorar. Acho que fico num estado de tristeza todas as vezes que me sinto frustrada, hoje eu prendi minha bicicleta no cadeado e só depois lembrei que não estava com a chave. Agora não quero ir buscar a chave, queria arrancar o cadeado com a mão, e eu até tentei fazer isso, mas, como era de se esperar não consegui nada. As pessoas ainda são as mesmas... e eu tbm. Eu não vou sarar? O que eu preciso fazer por mim mesma? O que?
Como é desconfortável não saber muito bem o que o quero. As coisas que eu tenho certeza são quase sempre malignas, eu tenho certeza que eu tenho vondade de me matar mas não tenho coragem, tenho certeza que eu queria ser diferente.
Eu gostaria de saber, de uma vez por todas se eu sou bonita. Se eu sou suficientemente bonita dessa jeito, se posso me sentir tranquila ou se preciso passar o resto da minha vida tentando conseguir o que está faltando.
Quero ficar sozinha, quero chorar, quero morrer. E o Leo? Eu não sei... Eu não estou me sentindo confortável com ele, não sei porque... e tbm não sei porque eu acho que não tenho nenhum direito de magoá-loe acho que a Bianca me odiaria se eu o fizesse sofrer e jamais entenderia como eu pude não aproveitar a oportunidade de estar com uma pessoa ótima. Eu sou tão podre, tão podre que eu deveria dar pulos de alegria por ter o Leo. Eu não tenho absolutamente nada, nada, nada, que justifique o possível amor dele por mim. A Bianca deve achar tão estranho ele namorar comigo, definitivamente deve achar o cúmulo do despedício, ele perdendo tempo comigo. Ave Maria, o que eu fço comigo, estou prestes a estar desesperada, o que eu faço?????? Preciso ficar sozinha, com os gatos, o coelho e minha agonia, pra sempre!!!! Porque isso me mata... ficar indo e vindo desse jeito, sem saber como eu estarei me sentindo daqui a pouco e sabendo da grande possibilidade de eu estar mal.
Eu não consigo continuar decentemente, mas não tenho coragem de desistir. Quanta covardia!
posted by Karynn 8:27 PM Comentários:
Defenestrada (06/02/07)
As pessoas são janelas
Que se abrem ou se fecham
De acordo com as condições climáticas
Observadas por elas
Umas são chamativas e vistosas
Outras retraídas e medrosas
Ou simplesmente não são nada
Nem gostariam de ser
Muitas são tão bem trancadas
Que do lado de fora
Não se enxerga nada
E do lado de dentro
Jamais são observadas
As escancaradas podem ser aparentes.
As abas vivem arreganhadas
Mas por dentro têm uma tela verde
Por onde não entra nem sai nada
Há janelas que gostariam de ser abertas
Porém vivem abandonadas
Não há coisa alguma
Que se interesse em explorá-las
Há janelas que gostariam de ser fechadas
As vezes cansam da receptividade simulada
Que lhes é diariamente recomendada
Caso queiram, por alguns intantes, ser amadas
Estas costumam ser mal interpretadas
Vistas como depravadas
Enquanto em seu âmago
São janelas amargas
Que satisfazem milhões de janelas folgadas
Que além de abusarem delas
As descartam como fêmeas castradas
Os tipos de janelas são muitos
E muito variados
Janelas enfeitadas, pintadas, estragadas
Sujas, mal cuidadas, descascadas
Invernizadas, lixadas...
Baratas, caras...
De madeira, de vidro, sanfonadas
Modernas, atrasadas...
Enfim... janelas e mais janelas
E elas...
São todas interessantes
Pelo simples fato de poderem ser qualquer coisa
E, por algum motivo, serem desse ou daquele jeito.
E por quê, independentemente
De estarem abertas ou fechadas
São, umas das outras, todas diferentes
E todas potencialmente atravessadas.
posted by Karynn 9:11 AM Comentários:
limítrofe (04/02/07)
Minha doença tem nome
Como mercadorias têm nome, como tendências têm nome, como alimentos industrializados têm nome.
E eu pensava que tudo aquilo era meu!
Que aquele monte de agonia era eu
Mas parece que esse revés que me acometeu
E instalou na minha vida um breu,
Não passa de uma brincadeira de Deus
Brincadeira de mau gosto
Enviada à existencialistas ateus
Minha doença já doía quando parecia minha
Latejava, ardia... mas diminuía
Quando através dela eu me reconhecia
E me identificava sozinha, a única com aquela agonia
Que eu não sabia por que motivo me pertencia
Mas sabia que era parte do que subjetivo eu tinha.
Há um dia eu descobri que:
Isso não é meu, Isso nem ao menos sou eu
Que talvez seja uma vingança cruel que Deus deu
A pessoas como eu
Então a doença realmente doeu
Por que é que Deus me escolheu
Para carregar esse troféu?
Me presenteeou com um deesespero enlatado
E na mesma leva, mais 2% de todos os condenados
E ainda me privou do consolo que teria me causado
O fato de por acaso
Eu ter esoclhido ser eu mesma
De modo que eu fosse uma coisa única e não um sinònimo entediado.
posted by Karynn 9:10 AM Comentários:
posted by Karynn 9:40 AM Comentários:
Mais uma vez acordei cedo!!!! Meu ouvido está coçando!!!!
Estou na casa do Leo... acho que dormi bem, ao menos não acordei pensando no sonho esquisito que tive, tenho até a impressão de que nem sonhei. Tartando-se de mim isso é estranho, sonho praticamente todas as vezes que eu durmo, seja duarante o dia ou durante a noite.
Se já está tão calor a essa hora e imagino que será um dia escaldante. Tudo bem por mim, com tanto que não chova.
Preciso falar do meu desejo incontrolável por bolacha recheada! Não sei se posso chamar de vício. Creio que não, afnal interpreto vícioso aquilo o que envolve substâncias químicas, aquilo o que não se dá apenas no "terreno" psicológico. Meu caso com as bolachas é estritamente psicológico ( e seria bem estranho alguém ter dendendência física de bolachas, se fosse chocolate ainda vá, já que é até meio bonito ser chocólatra, parece que tem um quê de sensualidade nisso) e eu simplesmente não sei como resolver esse problema. É um problema, e dos grandes!
Sabe-se lá por que é que acontece esso tipo de coisas... ter vontade assim de alguma coisa. Seria isso meio natural? Parece que não observo isso nos animais, será que é porque eles não têm opção de acessar outras comidas se não a que lhes foi oferecida? Se eu colocasse um pacote de bolacha averto na frente dos meus gatos tenho certeza que eles iriam comer o quanto aguentassem, o que seria pouco no fim das contas, a bolacha é dura, iam ficar lambendo e iam cançar facilmente. talvez comessem umas duas ou três no máximo. Já o silker, certamente comeria o pacote inteiro e ainda pediria mais com os olhos. Acho que esses animais não tem um critério de o que e quanto se deve comer, comem o tanto que querem e aquilo o que querem (quando têm algumas opções). Será que eles percebem quais alimentos são mais calóricos e/ou mais nocivos a eles? Algumas pessoas dizem que os animais se alimentam por necessidade apenas. Pode ser que sim, os animais que caçam pra sobreviver e tal, talvez sim... mas acho que isso não é verdade, penso que eles sentem uma boa sensação, devem gostar muito de comer. Nos gatos é muito fácil de notar que se você coloca ração o tempo todo eles comem o tempo todo, se pôe duas vezes ao dia, ele se vira muto bem com esse tanto. Eles comem por gostar de comer também, eu acho.
Bom, o fato é que eu não sei de nada, estou, como diria o Hélio, falando goma aqui.
Hoje vai ser um dia quente. Quero dormir de novo, Quero comprar umas coisas, quero ir num sebo, quero me livrar do "vício em baixo grau" de bolacha recheada.
Hm, agora lembrei de um dia em que o eu contei pro Arnaldo do meu problema com as bolachas e ele disse: "Mas é qualquer bolacha, tipo, de água sal, de maizena...?". Hehe, achei tão engraçado
Mudando de ganso pra pato... eu gostaria de falar mais sobre sexo, das coisas que eu penso, que gostaria de fazer, enfim... mas tenho um pouco de vergonha, mesmo sabendo que quase ninguém tem o endereço desse blog. Sabe, é que eu já percebi que as pessoas que falam de sexo com desenvoltura, como um assunto trivial, são tão seguras e bem resolvidas... eu invejo isso. Mas a Bianca tem o endereço... talvez ela nunca leia, mas acho que mesmo assim tenho um pouco de vergonha dela, é que quase nunca falamos sobre essas coisas, ela deve ter vergonha também. A Elô, a Maria e a Melina falam de sexo com muita naturalidade, e contam coisas bem íntimas... é legal porque elas fazem de um jeito que não parece um assunto incômodo.
Ah, doce ilusão! Eu pensei que não tivesse sonhado, né? Uma ova, acabei de lembrar de algumas faíscas do meu sonho, eu sonhei sim, como sempre. Até agora só consegui lembrar que tinha o João Paulo no meu sonho. Por que será que estou pensando tanto nele nesses últimos dias? Talvez seja porque falamos dele com a Bianca, eu comentei com ela que observei um lado nele o qual eu gostei bastante, e o qual eu não tinha notado antes. Na verdade antes eu tinha um certo desgodto por ele, não sei porque.
O Leo está dormindo. Tenho medo de estarmos frios um com o outro... nos beijamos pouco, eu acho, gostaria de beijá-lo mais vezes, gostaria de deixá-lo tocar meu corpo sempre que quisesse e não precisar ficar boicotando-o cada vez que tenta me acariciar. Viu como o problema das bolachas é gravíssimo????
J'espere que aujourd'hui étre une heureux jour! Mais je pense que ça c'est ne pas possible.
posted by Karynn 9:19 AM Comentários:
Hoje é hoje, não é outro dia... e talvez seja só isso.
Estou triste de novo. Se bem que não acho que isso seja tristeza, mas certamente não é felicidade, talvez seja uma não-felicidade. E parece que essa coisa tem horário pra aparecer. E é bem agora!
Parece que há algo errado com o Leo, ou comigo, não sei... não estou sentindo que o tenho pra sempre, mas como se ele fosse passageiro, como se pudesse ir embora a qualquer momento.
Quando eu penso nele parece que ele não é mais a mesma pessoa, não é a primeira vez que acontece isso, acho que da outra vez eu comentei com ele sobre isso e acabou melhorando, mas acho que eu não quero falar essas coisas pra ele, parece que se ele souber da minha fraqueza vai me achar decadente, e aí que vai me abandonar de uma vez. Estou sendo trágica? Pra mim não, sentir isso é ruim e a única maneira de eu escapar é fingir que não sinto, não tem como passar por essa sensação de forma resignada, dá raiva, dá vontade de chorar, me sinto feia, chata, boba, tudo de pior...
Eu gostaria de ligar pra ele agora mesmo e ouvir a voz dele aconchegante, contar o que estou sentindo... ele poderia tentar me convencer de que estou enganada e talvez ficasse tudo bem. Mas quando é assim eu ligo pra ele e a voz dele não me conforta, me angustia mais ainda, eu acabo tendo mais certeza ainda de que ele não é o mesmo, de que talvez ele esteja gostando cada vez menos de mim. Se ele tivesse perto de mim, acho que eu não conseguiria não dizer o que quero, talvez ele me abraçasse e passasse, ou talvez eu me achasse desagradável por ficar cobrando alguma coisa dele.
O que será que ele está fazendo? Deve estar olhando a wikipédia... deve estar entretido com as coisas da internet, deitado na caminha dele com a colcha enfiada embaixo do colchão, com o travesseiro murcho e fino, talvez com fronha do snoop.
Estou com raiva, por ser assim, por sentir isso, por ele não conseguir me convencer pra sempre de que ele me ama. Só que o amor não deve ser isso, acho que as pessoas não têm que convencer as outras de que elas amam, e, aliás, deve ser chato ter que fazer isso, mas fico insegura... eu não sei por que!
Nossa, eu o amo tanto, tanto, tanto... ele é lindo, fofinho, acorda pelos pés, fica mexendo os dedos... ele é lindo... eu sou apaixonada por ele, tenho medo de ele não gostar de mim. Será que estou me tornando uma pessoa doentia? Será isso aquele ciúme horrível que se ouve falar por aí a respeito de pessoas obsessivas????
O Leo acha que eu deveria fazer terapia por causa de uns outros problemas que eu tenho... sabe-se lá se adianta? Eu tenho medo de gastar uma dinheirama danada e não adiantar nada! Acho que eu sou um caso meio perdido: ¿Quando eu nasci veio um anjo safado, um chato de um querubim, e decretou que eu estava predestinado a ser todo ruim, desde de saída minha estrada entortou, mas vou até o fim...¿.
Que estranho, eu fico tentando ser fria com o Leo, pra não correr o risco de ficar falando dos meus sentimentos, mas eu não consigo
Ai, ai, fora isso tem a Elô... hoje falei com ela. Combinamos de sair sábado... eu bem que quero, aliás, quero muito, mas quero estar bonita e feliz, não quero sair se eu estiver desanimada e me sentindo mal porque aí eu fico sentindo inveja das pessoas e fico querendo ser outra pessoas. Também gostaria de ir no show do Zeca Baleiro domingo, mas tem o mesmo problema...
Ave, ave... quem será que sou eu? Por que eu tenho tanto medo? Por que eu sou insegura, por que eu amo tanto aquele menino... por que o guaxi mia mais que os outros gatos?
Eu queria escrever uma poesia, fiquei tentando mas não saiu, queria que ela chamasse ¿Qualia¿.
Eu acabei de caçar uma perereca, é muito pequena... onde posso colocá-la? Não sei... vou jogar insetos pra ela comer.
posted by Karynn 12:25 AM Comentários:
Eu queria ter um cachorro! Queria muito.
Hoje, quando estava voltando da Posse, tinha um menino com um cachorro no colo dentro do ônibus, pedi pro menino deixar eu ficar com o cachorrinho no meu colo um pouco, ele deixou. Era um filhotinho que aparentava ser uma mistura de rotweiler com um outro cachorro qualquer, seu nome era Bruce. Ele ficou tão quietinho no meu colo... estava um pouco assustado... babou no meu braço. Quando o menino desceu do ônibus fiquei olhando ele ir embora com o Bruce no colo olhando pra trás, ai, ai... que cachorrinho lindo.
Ave! Pra que é que serve a existência? E o pior é que eu nem sei se a existência existe, então nem me sinto motivada pra tentar entende-la. Isso é mentira, eu me sinto motivada pra enteder sim, aliás, talvez seja esse o motivo de eu estar viva ainda, mesmo que eu desconfie que não vou entender nunca.
Hoje a Bianca e eu falamos sobre o João Paulo... eu contei pra ela exatamente o que foi que aconteceu.
Eu adoro a Bianca! Adoro passar algum tempo do lado dela, pouco, muito... tempo falante, tempo silencioso... tempo dormindo... quando ela está dormindo me dá tanta vontade de fazer carinho no cabelo dela, aliás, eu adoro o cabelo dela também...
Ai,ai...
Queria escrever uma poesia que falasse sobre as imagens que temos de nós mesmos.
Poxa, ultimamente tenho sentido ciúme do Leo... isso me chateia, não gosto de me sentir insegura, parece que vou perdê-lo a qualquer momento! Estou com medo de ele cansar de mim.
posted by Karynn 2:27 AM Comentários:
posted by Karynn 8:47 PM Comentários:
Paulo Leminsk
Ali
ali
só
ali
se
se alice
ali se visse
quanto alice viu
e não disse
se ali
ali se dissesse
quanta palavra
veio e não desce
ali
bem ali
dentro da alice
só alice
com alice
ali se parece
posted by Karynn 8:47 PM Comentários:
posted by Karynn 8:42 PM Comentários:
Aqui estou eu! Ainda viva!
Hoje foi outro dia...
Estou com raiva porque não sei mexer no template do blog pra arrumar algumas coisas. Acho que é só por isso que estou com raiva.
Estou também com fome.
Eu quero esse blog pra mim, acho que vou passar o endereço pra pouquíssimas pessoas, e vou falar de tudo aqui, de tudo!
Hoje encontrei meu orientador, que sorte eu tenho de ele ser tão legal.
Está meio quente, mas é mais por dentro do que por fora, pinica, é desagradável.
Hoje eu encontrei a Elô, ela estava linda, linda mesmo... a pele, os ollhos, os lábios... e aquele óculos dela, cai tão bem pra ela! Ontem a Melina dormiu na minha casa... tive vontade de ficar com ela, pela segunda vez já, mas não tenho coragem de me pronunciar... tenho medo de levar um fora, de ela não querer ficar comigo... também tenho vontade de ficar com a Elô as vezes, mas tenho o mesmo medo de ela não querer, sei lá. Será que elas me acham bonita? Não sei mesmo.
Ah, não estou com vontade de escrever porque fiquei o dia todo aqui na faculdade, quero ir embora, encontrar a clarinets e o pudinho... o que será que eles estão fazendo?
Tem um menino que eu amo demais, demais mesmo. É estranho... ontem a noite quando estava tentando dormir notei que eu estava bastante carente, queria estar abraçada com alguém, comecei a pensar quem poderia estar comigo... pensei no Daniel, na própria Melina que estava dormindo no chão do meu lado... depois percebi que quando me sinto assim eu nunca penso na pessoa que eu mais desejo, não sei por que... e experimentei pensar nele pra ver como seria e foi... ótimo, era quase como se ele estivesse lá, mas não estava, não estava... mas imaginá-lo ali do meu lado foi tão quentinho... pensei na barriga dele, na pele, no cheirinho, no ombro... pensei que eu estaria deitada no peito dele, apoiada por uma almofada... e eu poderia pedir pra ele me fazer carinho... e podia conversar com ele até meu sono chegar... e depois, iria acordar mais cedo e vê-lo dormindo... ele fica meio azulado com a luz do dia que entra pela janela cinza...depois ele fica branco de novo, quando acorda. Eu queria tanto aquela pessoa comigo, do meu lado, queria o corpo dele, o cabelo dele, e ele.
E ele... estava provavelmente dormindo ou estudando... será que ele também se sente carente as vezes? Será que ele deseja um corpo abraçadinho com o dele e se surpeende descpbrindo que o corpo que ele mais queria era o meu??? Será que ele já reparou no jeito que eu durmo? Talvez não porque eu sempre acordo antes.
Ontem, eu fiquei fazendo carinho no cabelo da Melina pra ela dormir, lembrei da Bianca, lembrei que adoro fazer carinho no cabelo lindo dela na hora de dormir... na verdade eu quera abraçá-la, dar um beijinho no rosto, ficar bem perto, mas acho que ela ficaria com medo de mim, não iria gostar. O cabelo dela é lindo, é cheiroso e é um montão... ele se espalha pelo travesseiro, é castanho, é lindo! Quando fiz escova no cabelo dela gostei muito, apesar de não ter tido tempo de fazer escova direito. Gosto de mexer no cabelo das pessoas que eu gosto, e o mais estranho é que as pessoas que eu mais gosto têm cabelos lindos e gostosos de sentir, de tocar.
Chega!
Estou com muita saudade dele, agora, queria que ele morasse na mesma cidade que eu, na verdade queria que ele morasse aqui em Marilia... queria muito... mas ele não mora, e agora eu vou embora. Logo será amanhã, e amanhã é outro dia.
posted by Karynn 8:37 PM Comentários:
Esse Blog, apesar de ser velho, está sendo uma vonidade pra mim... tive a idéia de postar alguns e-mails que eu já mandei para algumas pessoas... são e-mails, que eu gostei e que de certa forma foram importantes pra mim.
Hoje é hoje... é terça feira.
Estou me sentindo como quase sempre: vazia, pequena, grande demais, sedenta, curiosa, arrependida, culpada, sozinha, esperançosa...
Bom, agora, bem agora, a principal razão de eu estar me sentir culpada (se bem que tenho quase certeza que nem preciso de razões pra isso) é a maneira como levei meu curso esse ano. Uma lástima. Não sei se invento uma teoria que justifique minhas atitudes e faça com que eu pareça correta, ou ao menos assumida, ou se confesso que no fundo eu não faço nem uma coisa nem duas coisas. Eu me sinto culpada sim! Não queria que fosse assim, mas, é.
Ai, ai...
Diabos!
Diabetes são as chacretes do diabo????
Olha um poema do Paulo Leminski:
PARADA CARDÍACA
Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure
vem de dentro
Vem da zona escura
donde vem o que sinto
Vem da zona escura
donde vem o que sinto
sinto muito
sentir é muito lento
Ah... Diabos! Que coisa ruim é isso de não saber! Sei que não vou saber... nem que eu leia todos os livros, nem que eu ouça todos discursos, nem que eu assista todas as palestras, nem que eu frequente todas as rodas de gente sabida, nem que eu visite todos os museus, nem que eu explore todas as bibliotecas, nem que eu veja todos os documentários... talvez eu possa saber se eu morrer! A vida nem é tão boa assim que não valha a pena trocá-la por um verdadeiro sabimento... mas, e se... nem morrendo eu souber qualquer coisa que seja, aí eu não terei nem sabimento, nem vida, nem nada. Aí fica nisso assim, esse vai não vaiu... essa coisa rastejante e asquerosa que é a ESPERANÇA. Coisa besta isso: esperar! Coisa de gente que não evita o sofrimento.
Eu não evito mesmo! Pelo menos quando sofro sinto dó de mim. E o sentimento de dó que sinto de mim mesma ameniza o sentimento de culpa. Culpada me sinto sempre, mas se me sentir culpada e com dó de mim é um pouco menos pior.
Ah, diabos!!!!! O que eu faço com isso? O que eu faço comigo? O que eu faço com o que eu não se devo fazer ou não?
Ah... sabe, eu queria ser muito sincera, muito mesmo... falar tudo de mim pra todo mundo, me escancarar assim de uma maneira completa, não queria omitir nada sobre mim. Não que eu ache que alguém queira saber, mas eu quero contar. Pra que vou guardar dentro de mim as coisas? Já me bastam aquelas que quero expurgar e não consigo de jeito nenhum. Por que vou ter segredos? Daqui a pouco vou acabar e eu era o que? Nada, era os meus pensamentos que morreram também...
Eu faço umas coisas que as pessoas acham tão estranhas, e eu acho tão simplezinhas. Diabos, diabetes! Por que as pessoas têm segredos? POr que as pessoas têm vergonha de serem porcas, sujas e maníacas sexuais? Por que as pessoas não querem saber de tudo? Por que as pessoas preferem a sujeira embaixo do tapete?
Eu sou um lixo! Eu juro que sou! Não é mentira, não estou mendigando um elogio!
Ah, oras quadrados.... estou cansada. Mas não quero parar...
Vou contar uma coisa da qual me envergonho: hoje eu estava no minicurso do Hegel e comecei a pensar que eu queria muito escrever um livro. Queria escrever um livro que falasse muito sobre a Bianca, sobre a linda Bianca. Eu queria escrever um livro muito legal, interessante, filosófico, bonito, tudo...
Me envergonho porque acho que eu poderia escrever esse livro mas não vou. Simplesmente porque não consigo fazer as coisas que planejo, não consigo realizar nada que eu queira e tudo o que me parece gigantescamente atraente num dia, foge de mim no dia seguinte. E eu perco totalmente o brilho da idéia que eu tive... não sei se sou eu que a defenestro ou se é ela que desiste de mim, porque percebe que sou inválida. Não sei.
Hm... "fogo de palha"... surge bruscamente, se alastra loucamente, faz um escândalo louco, arde, arde, arde e, de repente, shiiiiiiiiiummm, já acabou. E só deixou cinzas feias e lentas, parecendo coisas que nem existem ou lutam bravamente pra conseguirem continuar existindo, e, nem sei pra que.
É... pois é. Eu sou uma lástima. Uma lágrima fraca, que nem derrama nem seca... e fica alí, impedindo a passagem de alguma outra coisa que deseja passar.
posted by Karynn 10:28 PM Comentários:
Data: Tue, 12 Sep 2006 04:06:47 -0200
De: "sorvetedepistache"
Responder a: euquatroeu@hotmail.com
Para: eu4eu@hotmail.com.br
Cópia: eu4eu@hotmail.com
Cópia Oculta: euquatroeu@hotmail.com.br
Assunto: você4você Cabeçalho Completo
Oi Anderson (seu nome é com "m" ou "n" no final?)!!!!!
Tudo bem?
Nós chegamos aqui em São Paulo meio tarde, quase meia noite, mas a viagem
foi engraçada, só tinham "figurões" na van!
Minha apresentação é quarta de manhã... estou nervosa pq ainda não preparei
e só tenho mais um dia pra fazer isso.
Bom, vou parar de enrolar e falar logo sobre o que eu queria.
(Ah, eu pedi seu e-mail pq as vezes não consigo dizer as coisas
pessoalmente, tenho vergonha até de falar "oi" para as pessoas as vezes, por
incrivel que pareça).
Então, eu quero dizer que gostei de tê-lo conhecido um pouquinho, nunca
tínhamos conversado e eu te achei bem legal.
Hm, vc deve lembrar melhor do que eu o quanto eu estava bêbada. Eu me senti
mal por ter ficado bêbada perto de pessoas que eu não conheço direito,
principalmente porque não lembro das coisas que falei e devo ter feito papel
de boba. Quando eu fui lá pra cima eu já tinha melhorado bastante mas ainda
estava vomitando. Acho que eu não queria ficar sozinha lá, mas nem cheguei a
pensar nisso, eu só fui lá. Aí vc apareceu e eu fui melhorando... logo que
vc chegou eu lembro que te mostrei uma luz vermelhinha que serve para
alertar os aviões de que têm algum prédio naquele lugar, eu estava
enchergando duas luzes porque ainda estava meio bêbada, mas foi engraçado
como foi passando e eu acabei vendo uma luz só.
Lembro que falamos de música, que eu te perguntei quantas estrelas achava
que tinha no céu atrás de vc, e se não me engano você falou "10", ou "7", ou
talvez "4". Lembro que eu comecei a tocar seu rosto... passei o dedo nos
seus lábios e nos seus cabelos... depois ficamos nos "cheirando"... eu
perguntei pra vc se vc já tinha pensado na questão de sermos considerados
uma espécie superior em relação aos outros animais... vc estava sentado no
degrauzinho e depois sentou de frente pra mim, aí começou a tremer de frio e
nós descemos, ficamos um pouco no corredor do meu apartamento e depois fomos
lá pra baixo... vc entrou comigo no banheiro e virou de costas pra eu fazer
xixi, mas a luz estava apagada, depois ficamos encostados na parede nos
beijando. Eu gostei bastante e lembro bem direitinho... foi gostoso passar a
mão no seu cabelo, sentir seu cheiro, te abraçar... Foi legal da sua parte
ter ido ficar comigo lá em cima... não sei porque vc foi, mas acho que
nenhum de nós dois esperava que aquilo fosse acontecer. Minha noite tinha
tudo pra acabar mal, eu estava com vergonha das pessoas que me viram bêbada,
de ter derrubado água, caido na sala , de ter sido gravada, de terem tirado
foto de mim, estava passando mal e estava um pouco deprimida. Mas você foi
me fazer companhia, eu melhorei e minha noite acabou de uma maneira muito
inesperada, e boa. Obrigada por isso.
Talvez eu estivesse com gosto de vômito na boca, afinal eu tinha vomitado um
monte... espero que vc não tenha ficado com nojo.
Eu não lembro de quase nada do que aconteceu antes de eu ter subido lá...
parece que eu emprestei gibis pra vc... isso aconteceu ou estou
confundindo??
Ah, só mais uma coisa... talvez vc tenha pensado "ela estava bêbada e eu
estava lá então ela ficou fazendo carinho em mim e sei lá o que mais". Eu
não fiz aquilo porque eu estava bêbada, mesmo porque eu nem estava mais, fiz
porque tive vontade.
Pra falar a verdade, não me importo com o que a Paulinha e seu amigo
pensaram de mim, mas espero que eles não tenham te criticado por ficar
comigo, se é que eles sabem do que aconteceu.
É que as pessoas costumam ser moralistas e ficam julgando as atitudes umas
das outras. Nesse caso eu provavelmente tenha sido julgada pejorativamente
por dois motivos, um porque eu tenho namorado, nao sei se vc sabia, se não
sabia, desculpe-me por não ter falado, e outro, porque eu sabia que havia
alguém um pouco a fim de você.
Em relação a meu namorado, ele sabe exatamente quem eu sou e entende que eu
não consigo e não gosto de reprimir as minhas vontades, pois quando isso
acontece me sinto vazia e é como se minha vida não tivesse sentido, ele
respeita o fato de eu precisar de uma certa "liberdade", talvez porque eu
nunca tenha tentado esconder isso de ninguém. E, quanto ao fato de haver
alguém "de olho" em você, não sei o que pensar, eu não sabia que aquilo ia
acontecer, foi de repente, não refleti antes pra saber se devia ou não.
Sinceramente não me arrependi e espero que vc tbm não.
Não sei se acertei seu e-mail, tentei de várias maneiras diferentes.
Anderson, de qualquer forma, foi um prazer ter te conhecido e ficado com vc.
Vc é uma companhia bastante agradável, têm cabelos e lábios macios e é
gentil e carinhoso.
Me desculpe por qualquer coisa e espero que tenha uma boa semana.
Bjos,
Karynn
posted by Karynn 9:51 PM Comentários:
posted by Karynn 9:35 PM Comentários:
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Karynn Capilé to rmonteag
show details 12/29/05
São quase seis horas da manhã. Estou numa cidadezinha do Paraná chamada Arapoti, uma tia minha mora aqui. Amanhã vou para Tietê ( cidade de São Paulo mesmo), vou passar o ano novo lá.
Ah, achei bem legal vc estar lá no orkut... é que eu sempre pensei que professor fosse um ser de outro mundo, inacessível, culpa da minha mentalidade infantil, e não minha. Há... a gente não devia mesmo sentir culpa de nada, nunca.
Aqui é família... é engraçado... os principais assuntos são os outros membros da família. Falar mal, invejar, idolatrar, hehe... é meio opaco tudo isso, mas, nem tem como não participar, é um pouco atraente o exercicio de palpitear.
Ah, estou acordada ainda porque estava jogando um joguinho chamado isketch ( se vc quiser ver como é, o site é www.isketch.net), e aí enjoei de jogar mas fiquei com vontade de conversar, e, vc tava no meu orkut, no scrap, com aquela cara bem parecida com a sua mesmo, cara de rir e franzir o senho, erguer as sobrancelhas como se tentasse alcançar algo. Muitas vezes vc faz cara de assustado, arregala os olhos... quando não entende muito bem alguma coisa, ou quando está considerando uma hipótese... ah, é que eu presto bastante atenção no jeito das pessoas. Daí eu fiquei com vontade de mandar um e-mail pra vc.
Um dia eu o vi sentado no ponto de ônibus (aquele da unesp), sozinho. Tinha bastante gente no ponto, mas vc estava bem sozinho, eu estava dentro do circular e vi vc com as pernas juntas, os joelhos encostados e os pés um pouco afastados... vc estava olhando para as pessoas, sem as sobrancelhas erguidas, acho que estava cansado. E eu achei aquela cena meio poética, mas não lírica... sei lá... vc estava com tanto jeito de criança.
Ahhhhh... eu já não tenho mais o que falar. São os limites... eu sei que no caminho que esse e-mail vai percorrer pra chegar até os seus olhos haverão muitas distorções, então, muitas coisas que gostariam de ser ditas( a palavra "dizidas" bem que poderia existir), amedrontan-se e não pintam nada, nada. Acho que é bem por causa desse tipo de coisa que a gente vive no meio de um monte de pinturas incolores (e vazias).
Há há.
O que vc fica fazendo? Enquanto o tempo está passando, enquanto suas roupas vão amarelando, enquanto seu estômago vai digerindo seu almoço e enquanto vc pensa no que vai jantar?
Eu nem sei bem o que eu fico fazendo? Eu nunca vejo nada, se eu olhar pra trás já não está mais lá, se eu olhar pra frente ainda não tem nada, se olhar pra baixo fico com medo de cair láaaaaaaaaaaaa em baixo, no asfalto borrado e de ser atropelada por um táxi laranja cujo taxímetro mostra exatos onze reais e noventa centavos. Então, de certo acho que fico de olho fechado, por isso não sei dizer o que eu faço enquanto as minhas roupas amarelam, e meus dentes, meu fígado...
Eu presto muita atenção nas roupas das pessoas, nas mãos, nos cutuvelos ressecados que quase todo mundo tem... nem é de propósito (Sartre se revira em seu caixão), é impulso. Um dia eu já reparei nas suas roupas, nas suas mãos tamborilando no ar o rítmo das músicas, ora no ar, ora na perna, sob o pano da calça bege, eu acho.
Mas já reparei em milhares e milhares de tamborilares. E em pares e pares de calças beges, vermelhas, azuis... não pense que (como é que eu posso dizer para não pensar em algo que necessariamente vc vai pensar, uma vez que vou escrever e vc vai ler e quando se lê algo se pensa naquilo, ou, ao menos se concebe?), ah, ao menos não fique pensando exageradamente que eu te observo muito, eu observo todo mundo, e geralmente não é muito.
São quase seis e meia... agora eu quero dormir... apesar de achar que tá tudo muito pouco, como sempre... sempre aquele voltar pra casa entediado, parecendo que nada foi dito, nada foi entendido, nada foi aproveitado.
Mas, de qualquer forma, foi uma emoção pra mim escrever um e-mail pra um professor (tenho quase certeza que vc deve odiar esse rótulo, ainda mais dessa maneira que estou fazendo bem agora, mas, depois passa, passa), ainda mais pra você, que eu achava que não gostava de mim, não que eu ache que agora gosta, mas pelo menos isso não importa bem agora.
Hm, aposto um garrafão de vinho barato e bemmmmmmm gostoso que vc vai arregalar aquele olhão ao ler meu e-mail.
bjos Ricardo
Karynn
posted by Karynn 9:33 PM Comentários:
Solilóquio Policromático Vestido de Diálogo
Pela última vez, como vai você?
Colhendo cores pelos cantos
Escorando as cores da sua cabeça no seu travesseiro
E pensando nas cores que ainda ninguém decorou?
Eu, aqui, vou meio descorada...
Mas isso é como cor de burro, que foge. Passa.
Cor que desbota não é um nada
É outra cor, diferente da cor passada.
Que como toda cor, colore, e ainda pode ser mudada,
Tingindo-se de outras cores furtadas ou inventadas...
E vou assim, escorando no meu travesseiro
As cores que eu não tenho, sobretudo as que eu desejo.
E recordando as cores que me são caras...
E que colorem minha memória, incansavelmente
Como as cores de boca, de pele, de mel e de verde...
Cores que eu sei de cor, mesmo sem apreciá-las frequentemente,
Cores como as suas, que são cores diferentes.
posted by Karynn 9:17 PM Comentários:
posted by Karynn 9:15 PM Comentários:
posted by Karynn 10:15 PM Comentários:
posted by Karynn 10:14 PM Comentários:
posted by Karynn 10:11 PM Comentários:
posted by Karynn 10:10 PM Comentários:
posted by Karynn 10:09 PM Comentários:
posted by Karynn 10:06 PM Comentários:
Um gladiador luta contra um tabu, o espetáculo é passado na televisão e as pessoas torcem para o tabu
Ali na areinha, a molecadinha gritava:
"ô Lôco, xingou a mãe"
"Vixe, vixe... eu não deixava!!!"
A areinha era uma espécie de arena
Onde a molecada resolvia as pendengas
As brigas eram quase problemas
Brigavamos por coisas pequenas
Tinha gente,
Que simplesmente
Não sabia perder
Isso era mesmo chato: perder
(É coisa de se aprender?)
Quando acontecia a gente ficava com raiva de quem ganhava sempre
E brigava
Brigava para esquecer
Esquecer que tinhamos perdido
brigar era quase brincadeira
Tinha até cenário, uma arena, na areia de construção, a areinha
Na verdade a gente mais gritava do que brigava:
"Fí de Puta!"
"Ô lôco! Fí de Puta
Á lá, xingou a mãe, vai dexá, vai dexá?
A gente enjoava da areinha e ia embora pra casa
Muitas vezes com gostinho azedo de fracasso
em casa, era banho, janta, televisão, lição e as vezes bronca
As vezes simplesmente nada
E depois cama
Aí tinha o dia seguinte
Que era diferente quando chovia
Porque nao tinha areinha
A areinha molhada não era areinha, era outra coisa
Então nao tinha briga
Porque não tinha onde brigar
Mas tinha a molecadinha,
A casa, a janta e o outro dia.
Têm coisas que passam e é só isso
Mas tem outras que eu não entendo e isso me incomoda
Por que xingar a mãe era tão provocador?
posted by Karynn 9:48 PM Comentários:
posted by Karynn 8:13 PM Comentários:
posted by Karynn 8:13 PM Comentários:
posted by Karynn 8:07 PM Comentários:
posted by Karynn 8:01 PM Comentários:
posted by Karynn 7:48 PM Comentários:
Data: Mon, 4 Sep 2006 17:31:49 -0200
De: "sorvetedepistache"
Para: "Bianca Wopereis"
Assunto: oi, oi.... Cabeçalho Completo
Todos os Anexos
Oi Bibi.
Hoje é segunda-feira. Estou aqui em S.A.P ainda.
O casamento foi legal! Acho q eu estava bonita. O Leo estava incrivelmente lindo, todo mundo falou. Aquele dia lá eu fui até a rodoviária mas perdi a viegam pq minha tia e minha prima tinham vindo sozinhas. E eu descobri que tem onibus da posse pro rincão as 11:15hs, ou seja, eu podia ter ficado dormindo mais.
Bom, obrigada por ter conversado comigo aquele dia, por ter sido sincera dizendo como estava se sentindo. De fato eu não sabia o que dizer ou fazer, e não entendi muito bem o que vc quis dizer.
Bi, pra mim nossa amizade não é e nem está ficando nada artificial. Me desculpe por qualquer coisa. Se algo estiver te incomodando, por favor, não deixe de dizer, é muito importante pra mim que esteja tudo bem entre a gente.
Eu nunca disse que vc mudou pq não acho que é assim... sei lá... vc não está melhor ou pior, mas acho que a cada dia que passa gosto mais de você. Sempre sinto saudade... sempre lembro de vc.
Vc perguntou "Pq vc vem aqui me ver?". Eu sei que vc não deve ter conseguido falar exatamente o que queria e nem se essa pergunta é a que vc queria ter feito... talvez vc tenha apenas desabafado, mas achei importante o que aconteceu.
Eu fui te ver porque eu estava com saudade, porque queria conversar com vc, queria olhar pra vc, estar junto, contar alguma coisa, perguntar alguma coisa, enfim... porque eu gosto de estar com vc, porque vc é minha amiga querida.
Eu disse que as qualidades que eu via em vc são as mesmas que eu vejo agora e vc disse que não tem nada. Bom, não sei, talvez eu seja muito boba e veja coisas onde não têm ou talvez vc não consiga enchergar a pessoa maravilhosa que é. É como o pizza não se achar bonito, é quase um absurdo, como ele pode não se achar bonito???? Como vc pode não perceber que é especial, que é apaixonante?
Eu só não fico me apaixonando por vc pq eu já te amo. Duvido que eu seja a unica que percebe isso que vc tem.
Nao sei mais o que falar. Obrigada!!!!! Obrigada por ser linda, por ser minha amiga, por ser assim como é, por ser especial, por ser encantadora, por gostar de mim. Desculpe por eu não saber o que fazer, por saber como tirar de vc a angustia que sente, por nao passar mais tempo com vc. Não quero que se sinta usada!!!!!!! Sua companhia me agrada mas nao é só por isso que quero estar com vc... eu já disse isso... mesmo que seja pra vc não falar nada eu iria te visitar só pra ficar perto de vc, pra saber que vc está do meu lado. Gosto muito quando ficamos só nós duas porque acho que somos mais nós mesmas e acho que conseguimos nos conhecer melhor. Mas tbm gosto quando tem outra pessoas junto.
Preste bem atenção nisso: Eu sou sua amiga pra sempre!A sua existência faz uma extrema diferença pra mim... a sua tristeza dói um pouco em mim também, a sua alegria, o seu sorriso me deixam feliz. Quando vc estiver precisando de ajuda, por favor, me ajude a procurar uma maneira de ajudá-la, eu preciso disso da mesma maneira que preciso ajudar a mim mesma.
Bibi, foi bom estar com vc... vê-la comendo maçã no potinho em formato de maçã... vê-la acordando... vê-la penteando seus cabelos bonitos , ouvi-la falar de "permanganato", das suas aulas de laboratório e das suas aventuras em Rio Claro... do Porteiro que achava que vc era sapeca porque cada dia saía com um menino... da volta legal que vc deu em cananéia... fiquei imaginando vc naquele dia, caminhando sozinha e quase chorando. Ai, ai.. poxa, como vc é importante pra mim, como eu gosto de vc!!!!!
Tenha uma boa semana!!!!!
Ainda não sei se vou ficar aqui no feriado ou não, se eu ficar, podemos fazer alguma coisa?
Te amo!
posted by Karynn 7:42 PM Comentários:
Desde Você
Você é a novidade sobre mim
É o que faz com que eu deixe de ser um problema
É uma luz amena
Que se ascendeu no meu túnel sem fim
E permanece assim.
Você é meu pedaço brando
Que quase me faz ser pura
E, mesmo quando imersa em prantos
Desesperada e insegura
Você transforma meu sofrimento insano
Numa espécie de candura
Você me traz à tona
Quando tento fugir de mim
Mergulha em mim
E me busca no fundo
Me carrega até a superfície do nosso mundo
Com suas lágrimas quietas,
E seu amor profundo,
Me abraça.
E ficamos juntos.
Você me entrega uma felicidade ingênua
Dentro de uma sacola, com gibis.
Mas o faz com tanta sutileza
Que eu só entendo na sua ausência
O quanto você me faz feliz.
Desde os seus olhos
Os meus são mais luminosos
Desde a sua sensibilidade,
A minha é menos artificial
Desde a sua honestidade
Minha sinseridade é essencial
Desde sua moderação,
Meu exagero é coloquial.
O que há de seu, em mim.
É lindo, e me torna linda.
E me faz ser um pouco você.
Como você é, lindo.
O que vem de você pra mim,
É limpo.
Comos os seus ombros e seus pés são, limpos.
Como sua saudade e seu abraço, limpos.
Desde você
Eu gosto mais de ser eu,
Há algo em mim
Que é seu
Mas que também é meu
Que cresce a cada dia
E parece não ter fim.
Desde você
Eu comecei
A amar você.
posted by Karynn 7:35 PM Comentários:
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